O Departamento de Operações Policiais Estratégicas (Dope), da Polícia Civil, realizou nesta terça-feira (20) uma operação contra a atuação de um grupo criminoso conhecido como «gangue do quebra-vidros» na Comunidade do Gato, no bairro do Bom Retiro, região central de São Paulo.
De acordo com a corporação, os suspeitos abordavam veículos na Marginal do Rio Tietê, nas proximidades da comunidade, principalmente nos horários de pico. Aproveitando a lentidão do trânsito, quebravam os vidros dos carros e subtraíam celulares, bolsas e outros objetos de valor.
O delegado Tom Blumer, do Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos (Garra) do Dope, afirmou que o objetivo é combater de forma firme e estratégica os crimes patrimoniais, especialmente a ação dos chamados quebra-vidros.
A Polícia Civil informou que as diligências prosseguem para esclarecer os delitos e identificar eventuais outros envolvidos. «O Garra está atuando para identificar os responsáveis, reunir provas e promover a responsabilização criminal dos envolvidos», declarou Blumer.
O número de prisões realizadas durante a ação não foi divulgado. A reportagem procurou a Secretaria de Segurança Pública (SSP) para obter mais informações, mas não houve resposta até a publicação desta matéria. O espaço segue aberto.
Em julho, quatro homens foram detidos pela Polícia Militar suspeitos de envolvimento com a prática de quebra-vidros na região da Barra Funda, zona oeste da capital paulista.
Interlocutores da Secretaria da Segurança Pública classificam o quebra-vidro como o crime do momento em São Paulo. Segundo o secretário-executivo coronel Henguel Ricardo Pereira, é necessário combater o delito que surge em cada período.
«Eu acompanho essa evolução criminosa em São Paulo, e eu sou da época que tinha o roubo a banco. Por volta dos anos 1990 e 2000, [o crime do momento era o] sequestro com reféns em cativeiro e sequestro-relâmpago. Isso foi acabando e começou a ter crimes digitais, golpe de WhatsApp e do Pix», afirmou.
Desde abril, a SSP intensificou as ações de combate a esse tipo de crime na região central da capital. Nos primeiros cinco meses do ano, houve aumento de 6,5% nas prisões na capital em comparação com o mesmo período do ano passado, passando de 16,2 mil para 17,3 mil ocorrências.
A operação desta terça-feira reforça o foco das autoridades no enfrentamento a crimes patrimoniais que afetam diretamente quem circula pelas vias expressas da cidade.
Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/gangue-do-quebra-vidros-policia-civil-faz-operacao-na-margina-tiete

