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São Paulo

Campanha de Lula no 2º turno aposta em atos descentralizados e mobiliza periferias e centro de SP

Manifestações convocadas por eleitores, grupos de fãs e movimentos sociais se multiplicaram por diferentes regiões do país, com destaque para a capital paulista.

Atos descentralizados da esquerda nas ruas marcaram campanha no 2º turno. Ricardo Stuckert
Raphael Nogueira Felix
25 de outubro de 202602:27
Atualizado há 23 horas às 05:27

A campanha pela reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno foi marcada por uma série de manifestações descentralizadas em diversas cidades brasileiras. Desde que as urnas apontaram o petista atrás de Flávio Bolsonaro (PL) no primeiro turno, eventos organizados por eleitores e pela própria campanha ganharam as ruas, reunindo desde pequenos grupos até milhares de pessoas.

Em São Paulo, a mobilização se espalhou por diferentes pontos da capital. Um ato na Avenida Paulista, no dia 11 de outubro, contou com a presença do próprio presidente e de aliados como o governador eleito do Piauí, Rafael Fonteles (PT), e o governador reeleito do Ceará, Camilo Santana (PT). O evento foi convocado por grupos de fãs jovens, conhecidos como fandoms, e atraiu a atenção da direita, que divulgou vídeos de manifestantes em cima de estações do Metrô na tentativa de reduzir o peso político do ato.

Nos dias seguintes, as mobilizações continuaram em diferentes endereços e com tamanhos variados. Na zona norte da capital, manifestantes ligados ao movimento hip-hop realizaram um ato musical com nomes como Emicida e Souto MC. Também foram registrados atos na Praça Roosevelt, no centro, no Largo da Batata, na zona oeste, e no Grajaú, na zona sul.

Em Heliópolis, uma das maiores favelas de São Paulo, políticos como o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), o ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT) e a ex-ministra do Planejamento Simone Tebet (PSB) participaram de uma passeata. No interior paulista, em Campinas, atletas amadores organizaram uma corrida vestindo roupas vermelhas.

Fora de São Paulo, grandes atos também foram registrados em cidades como Brasília, Recife e Rio de Janeiro. A diversidade de formatos e locais chamou a atenção de analistas políticos. «A gente não via uma mobilização nas ruas como essas que estão ocorrendo desde a época da redemocratização, nas Diretas Já», afirma o cientista político Paulo Ramirez, professor da ESPM e da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESP-SP).

Segundo Ramirez, a mobilização surgiu nas redes sociais, a partir de grupos de estudantes preocupados com uma eventual derrota de Lula, mas cresceu rapidamente atraindo pessoas fora do campo da esquerda. «A novidade é o fato de que o PT atraiu não só petistas, mas membros da sociedade civil no sentido mais geral», avalia o cientista político.

A campanha também enfrentou episódios de desinformação. Peças com uma imagem falsa de uma usuária de drogas no protesto foram compartilhadas por Flávio Bolsonaro e Tarcísio de Freitas (Republicanos), conforme relatado. A disseminação de conteúdo enganoso foi uma tônica no período eleitoral.

A reta final do segundo turno foi marcada por novos atos, como a manifestação na Avenida Paulista no sábado (24/10), que voltou a reunir milhares de apoiadores. A expectativa é de que a mobilização nas ruas continue até o dia da votação, refletindo a estratégia da campanha de ampliar o contato direto com o eleitorado.

Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/atos-descentralizados-da-esquerda-nas-ruas-marcaram-campanha-no-2o-turno

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