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São Paulo

Vereador de São Paulo volta a ser preso em investigação sobre transporte e lavagem de dinheiro

Senival Moura (PT) teve prisão preventiva decretada pela Justiça após relatório final de inquérito que apura suposto envolvimento com organização criminosa e esquema de ônibus.

Senival MouraFoto: Câmara Municipal de São Paulo/Reprodução
Raphael Nogueira Felix
28 de outubro de 202609:42
Atualizado agora há pouco às 12:42

O vereador Senival Moura (PT), de São Paulo, foi preso na manhã desta quarta-feira (28) por policiais do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic). A prisão ocorre no âmbito da Operação Última Parada, que investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC) na empresa de transporte Transunião, que opera na capital paulista.

Esta é a segunda prisão do parlamentar, que está em seu sexto mandato na Câmara Municipal. Ele já havia sido detido em 25 de junho durante operação conjunta entre o Deic e o Ministério Público de São Paulo (MPSP). Em 5 de agosto, porém, foi colocado em liberdade após decisão da desembargadora Carla Rahal Benedetti, da 11ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP).

A nova prisão foi decretada após o envio do relatório final da investigação à Justiça. Tanto a Polícia Civil quanto o MPSP pediram a prisão preventiva dos cinco alvos iniciais e a inclusão de dois novos nomes. Além de Senival, foram presos Lourival de França Monário, Jair Ramos de Freitas, Osiel Bernardino Pinto e Fábio Fernandes de Souza — os dois últimos incluídos recentemente. Devanil Sousa Nascimento e Leonel Moreira Martins são considerados foragidos.

Segundo as investigações, Senival seria o «dono oculto» da Transunião e atuaria na lavagem de dinheiro para a facção criminosa. Relatórios do Deic apontaram a existência de um núcleo paralelo que tomava decisões relativas à empresa de transporte público da capital para lavar recursos ilícitos. Na ocasião da primeira prisão, a Justiça decretou o sequestro e bloqueio de R$ 194 milhões em contas bancárias ligadas aos investigados, além de 117 veículos e 21 imóveis, entre eles um sítio de alto padrão no sul de Minas Gerais.

A defesa do vereador nega qualquer envolvimento com organização criminosa ou participação em esquema de lavagem de dinheiro. O advogado Marcio Sayeg afirma que serão adotadas as medidas judiciais cabíveis para questionar a necessidade e a legalidade da prisão. «A prisão preventiva não pode representar antecipação de pena, tampouco decorrer automaticamente da gravidade das acusações», declarou. «Senival Moura permanece firme em sua declaração de inocência e confiante de que a verdade será esclarecida no curso do processo», completou em nota enviada ao Metrópoles.

O parlamentar preside a Comissão de Trânsito, Transporte e Atividade Econômica na Câmara de São Paulo, colegiado que tem atribuições sobre o sistema de transporte municipal. A Operação Última Parada foi deflagrada em junho deste ano e investiga a infiltração de recursos do crime organizado em empresas de ônibus da capital.

A reportagem procurou a Câmara Municipal de São Paulo e o Partido dos Trabalhadores para comentar a prisão, mas não obteve resposta até a publicação desta matéria. O espaço segue aberto para manifestações.

O caso segue em tramitação na Justiça e os investigados respondem ao processo em liberdade ou presos preventivamente, conforme decisão judicial. A reportagem não localizou os demais citados para comentar as acusações.

Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/vereador-senival-moura-e-preso-suspeito-de-elo-com-pcc-em-esquema-de-onibus

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