O tenente Ronickson Pimentel dos Santos, da Rota, foi baleado na cabeça na tarde de sábado (27) enquanto estava parado em um semáforo na Avenida Goiás, em São Caetano do Sul, na Grande São Paulo. O oficial, de 36 anos, é irmão por parte de mãe de Eloá Pimentel, jovem assassinada pelo ex-namorado em 2008 em um caso que chocou o país.
Em uma publicação recente no Instagram, a esposa do tenente revelou que ele fez a prova para ingressar na Polícia Militar de São Paulo exatamente no dia em que soube da morte da irmã, em outubro de 2008. Eloá, então com 15 anos, foi morta por Lindemberg Alves após um sequestro que durou mais de 100 horas, considerado o mais longo da história do estado.
O tenente segue internado em estado gravíssimo, mas estável, na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Estadual Mário Covas, em Santo André. Ele está sob monitoramento neurológico contínuo, segundo a Polícia Militar.
A esposa do militar afirmou que a tragédia familiar não endureceu o coração do marido. Em suas palavras, ele transformou a maior dor em uma missão de vida, tornando-se um homem ainda mais humano e comprometido em proteger vidas, para que outras famílias não passem pelo que a dele passou.
A Polícia Civil investiga a motivação do ataque. O major Marcos Verardino, do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), afirmou que o crime foi premeditado. Dois homens, de 40 e 52 anos, suspeitos de envolvimento, tiveram a prisão temporária decretada pela Justiça de Santo André e foram localizados em Guaianases, na zona leste de São Paulo.
Inicialmente, a PM informou que um terceiro suspeito, de 24 anos, também havia sido detido. No entanto, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) esclareceu que ele apenas acompanhou o pai ao DHPP. Os dois motociclistas que efetuaram os disparos continuam foragidos.
O caso ocorre 17 anos após a morte de Eloá Pimentel, que teve grande repercussão nacional. O tenente, que integra as Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota), é mais um membro da família marcado pela violência. As investigações seguem em andamento para esclarecer as circunstâncias e a motivação do atentado.
Fonte de referência: www.metropoles.com — https://www.metropoles.com/sao-paulo/tenente-baleado-fez-prova-para-entrar-na-pm-no-dia-da-morte-de-eloa


