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Pelotas

Sensor brasileiro detecta dopamina em lágrimas e pode revolucionar monitoramento neurológico

Pesquisadores da Universidade Federal de Pelotas desenvolveram um sensor eletroquímico capaz de identificar dopamina em lágrimas artificiais, abrindo caminho para exames neurológicos não invasivos.

Pesquisadores da Universidade Federal de Pelotas desenvolveram sensor que detecta dopamina em lágrimas artificiais, possibilitando exames neurológicos não invasivosFoto: O Segredo: Notícias, Relacionamentos, Espiritualidade e Bem-Estar
Raphael Nogueira Felix
12 de julho de 202617:58
Atualizado há 1 dia às 20:58

Um avanço científico desenvolvido no Brasil pode transformar a forma como doenças neurológicas são monitoradas. Pesquisadores da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), no Rio Grande do Sul, criaram um sensor eletroquímico capaz de detectar dopamina em lágrimas artificiais. A descoberta aponta para a possibilidade de usar o fluido lacrimal como fonte de biomarcadores para condições como Parkinson e depressão, sem a necessidade de procedimentos invasivos.

As lágrimas contêm proteínas, hormônios e metabólitos que refletem o estado do organismo. Para a medicina, o interesse nesse fluido vai além da saúde ocular: se componentes específicos puderem ser medidos com precisão, as lágrimas podem se tornar uma alternativa às coletas de sangue ou punções lombares.

O sensor desenvolvido pelos cientistas gaúchos utiliza eletrodos modificados com materiais que reagem à presença de dopamina, um neurotransmissor essencial para funções como movimento, humor e cognição. Em testes iniciais com lágrimas artificiais, o dispositivo mostrou alta sensibilidade e especificidade.

A dopamina é um dos principais biomarcadores para doenças como Parkinson e esquizofrenia. Atualmente, a medição desse neurotransmissor exige exames de sangue ou líquido cefalorraquidiano, procedimentos que podem ser desconfortáveis e de risco. A abordagem não invasiva por meio das lágrimas pode facilitar o acompanhamento de pacientes.

Os pesquisadores destacam que ainda há desafios antes da aplicação clínica. O sensor precisa ser testado em lágrimas humanas reais, que têm composição diferente das artificiais, e validado em estudos com voluntários. Além disso, a tecnologia deve ser miniaturizada para uso prático em consultórios ou até mesmo em dispositivos portáteis.

A possibilidade de monitorar doenças neurológicas com uma simples amostra de lágrima representa um avanço significativo na medicina diagnóstica”, afirmou um dos coordenadores do estudo, em comunicado à imprensa.

O projeto conta com financiamento de agências de fomento nacionais e colaboração de instituições internacionais. Os resultados foram publicados em periódico científico especializado em sensores e biossensores.

Se confirmada a eficácia em humanos, a técnica poderá beneficiar milhões de pessoas no mundo que convivem com doenças neurodegenerativas. O monitoramento frequente e não invasivo permitiria ajustes mais rápidos no tratamento e melhor qualidade de vida.

Enquanto isso, a equipe da UFPel segue com os estudos para refinar o sensor e iniciar a fase de testes clínicos. A expectativa é que, em alguns anos, a tecnologia esteja disponível no sistema de saúde.

Fonte de referência: O Segredo: Notícias, Relacionamentos, Espiritualidade e Bem-Estar — https://osegredo.com.br/bem-estar-e-saude/estudo-lagrimas-doenca

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