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Baixada Santista

Qualidade da água na Baixada Santista preocupa, enquanto Litoral Norte se destaca em novo levantamento

Estudo da Cetesb aponta que a maioria das áreas monitoradas na Baixada Santista tem qualidade regular, ruim ou péssima, enquanto todas as regiões do Litoral Norte foram avaliadas como boas ou ótimas.

Maioria da água costeira da Baixada Santista são classificadas como regular, ruim ou péssimaFoto: Divulgação/Prefeitura de Santos
Raphael Nogueira Felix
30 de setembro de 202618:40
Atualizado agora há pouco às 21:40

Um levantamento da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) referente a 2025 revela que oito das 11 áreas monitoradas na Baixada Santista apresentam qualidade de água costeira classificada como regular, ruim ou péssima. Em contrapartida, todas as oito áreas acompanhadas no Litoral Norte foram avaliadas como ótimas ou boas no mesmo período.

A pesquisa mede o impacto da poluição em pontos específicos, coletando amostras a cerca de um a três quilômetros da costa e a 10 metros de profundidade. O objetivo é avaliar a presença de matéria fecal, matéria orgânica e nutrientes que chegam aos rios, canais e ao mar. Entre as regiões monitoradas estão baías, canais, estuários, foz de rios e áreas de influência de emissários submarinos.

É importante destacar que esse monitoramento não se confunde com a avaliação de balneabilidade das praias, que indica se o local é próprio ou impróprio para banho. Enquanto a balneabilidade foca na segurança do banhista, o levantamento da Cetesb analisa a qualidade da água em áreas mais afastadas da costa.

Na Baixada Santista, alguns pontos apresentaram melhora entre 2024 e 2025. O Rio Itaguaré passou de regular para boa, e a área do Emissário do Guarujá evoluiu de regular para boa. Já a área do Emissário de Santos saiu de ruim para regular. O Parque Estadual Marinho da Laje de Santos manteve a classificação ótima nos dois anos.

Por outro lado, algumas áreas registraram piora. O Canal de Piaçaguera, que era ruim em 2024, passou a péssima em 2025. O Canal de São Vicente também teve deterioração, indo de ruim para péssima. O Canal de Santos permaneceu ruim nos dois anos, assim como o Rio Itanhaém e a área do Emissário de Praia Grande 1, que se mantiveram regulares.

A gerente do Setor de Qualidade de Águas Litorâneas da Cetesb, Cláudia Lamparelli, comemorou as melhorias e destacou fatores que podem influenciar os resultados. «A ampliação da coleta e do tratamento de esgoto é uma frente fundamental para reduzir a chegada de poluentes aos cursos d’água», afirma.

Segundo a especialista, condições de saneamento, volume de chuvas, série histórica e características de cada região também afetam a qualidade da água. A melhora em alguns pontos sugere que investimentos em infraestrutura podem trazer resultados positivos, mas os desafios persistem em áreas críticas.

A diferença entre as duas regiões analisadas chama a atenção. Enquanto o Litoral Norte mantém todas as áreas com boa qualidade, a Baixada Santista enfrenta problemas em grande parte de seus pontos monitorados. Essa disparidade pode estar relacionada a fatores como adensamento urbano, saneamento básico e características geográficas.

Os dados reforçam a importância de políticas públicas voltadas à preservação dos recursos hídricos e à expansão do saneamento. A qualidade da água costeira impacta diretamente o meio ambiente, a economia local e a saúde da população que frequenta as praias.

Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/maior-parte-da-agua-na-costa-da-baixada-santista-e-ruim-revela-cetesb

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