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Guarujá

Detento preso por suspeita de abuso no Guarujá morre após internação em UTI de São Paulo

Joselito Vitor dos Santos, de 53 anos, estava no CDP I de Pinheiros e apresentava queimaduras e lesões; Secretaria afirma que não há registro de violência entre custodiados.

Foto: Reprodução.
Raphael Nogueira Felix
24 de setembro de 202613:15
Atualizado agora há pouco às 16:15

Um homem de 53 anos preso sob suspeita de tentar abusar de uma criança na Praia da Enseada, no Guarujá, litoral sul de São Paulo, morreu após passar dias internado em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Joselito Vitor dos Santos estava detido desde 30 de agosto e foi transferido para o Centro de Detenção Provisória (CDP) I de Pinheiros, na capital paulista, em 9 de setembro.

De acordo com a Secretaria da Administração Penitenciária (SAP), o detento chegou ao CDP I de Pinheiros já apresentando queimaduras e outras lesões pelo corpo. A pasta informou que não há registro de violência praticada por outros custodiados que dividiam a cela com ele.

Segundo a SAP, três dias após a transferência, Santos passou mal e recebeu atendimento no próprio presídio. Em seguida, foi encaminhado para uma unidade de saúde da região e, posteriormente, transferido para a UTI de outro hospital, onde permaneceu internado até falecer no dia 19 de setembro.

A Secretaria destacou ainda que todos os procedimentos de atendimento e encaminhamento médico foram realizados conforme os protocolos habituais. A causa das queimaduras e lesões não foi detalhada pelas autoridades.

O caso teve início em 30 de agosto, quando Santos foi flagrado por um morador embaixo de um deck na faixa de areia da Praia da Enseada. De acordo com relatos iniciais, o suspeito foi visto ajeitando a bermuda, que aparentava estar parcialmente aberta. Ele seria conhecido da família da criança e teria aproveitado um descuido do pai para levar o menino ao local.

A prisão ocorreu na Baixada Santista e, dias depois, o detento foi transferido para a capital. A investigação sobre as circunstâncias da morte e das lesões segue sob responsabilidade das autoridades competentes.

A SAP reforçou que não há registros de agressões entre detentos no período em que Santos esteve sob custódia. O órgão não informou se há apuração interna sobre o caso.

O Metrópoles procurou os órgãos responsáveis para obter mais informações sobre o falecimento e sobre as condições em que o detento foi transferido, mas não obteve retorno até a publicação desta matéria. O espaço segue aberto para manifestações.

A morte de Santos ocorre em meio a discussões sobre a segurança e a assistência médica em unidades prisionais. Especialistas apontam a necessidade de protocolos rigorosos para garantir a integridade física dos detentos, independentemente do crime pelo qual são acusados.

O caso segue em apuração pelas autoridades competentes. Novas informações podem ser divulgadas nos próximos dias.

Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/homem-flagrado-com-menino-sob-deck-na-praia-morre-com-queimaduras-e-lesoes

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