Um levantamento realizado pelo MapBiomas apontou que as áreas de vegetação nativa fragmentadas no Brasil aumentaram 260% entre 1986 e 2023, passando de 2,7 milhões para 7,1 milhões de fragmentos. Este crescimento reflete a transformação de grandes extensões contínuas de cobertura verde em porções isoladas, consequência direta do desmatamento.
O estudo utilizou dados do Módulo de Degradação, uma ferramenta que monitora mudanças na cobertura e uso do solo no país. Além do aumento no número de fragmentos, foi observada uma redução significativa no tamanho médio dessas áreas, que caiu de 241 hectares para 77 hectares no período analisado. Essa diminuição tem implicações diretas na biodiversidade, já que fragmentos menores tendem a suportar menos espécies e apresentam maior vulnerabilidade.
A pesquisa destaca que cerca de 5% da vegetação nativa brasileira, equivalente a 26,7 milhões de hectares, está distribuída em fragmentos com menos de 250 hectares. A Mata Atlântica é o bioma com maior proporção de pequenas áreas isoladas, representando quase 28% da vegetação remanescente. Em termos absolutos, a Mata Atlântica e o Cerrado lideram o número de fragmentos, com aproximadamente 2,7 milhões cada.
O estudo também analisou a degradação na Amazônia Legal, identificando que entre 1988 e 2024 houve distúrbios em quase 25 milhões de hectares da floresta devido a fatores como secas, incêndios, ventos e corte seletivo de madeira, este último sendo uma das principais causas. Conforme os dados, 24% da vegetação nativa restante no Brasil está sujeita a algum tipo de degradação, totalizando cerca de 134 milhões de hectares.
Fonte de referência: agenciabrasil.ebc.com.br — https://agenciabrasil.ebc.com.br/meio-ambiente/noticia/2026-05/areas-de-vegetacao-nativa-fragmentadas-cresceram-260-em-38-anos


