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Brasil

Banco Central reduz taxa Selic para 14,5% ao ano em meio a desafios econômicos

O Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu, por unanimidade, cortar a taxa básica de juros para 14,5% ao ano, mantendo a trajetória de flexibilização monetária apesar dos impactos da guerra no Oriente Médio sobre os preços.

Copom reduz taxa Selic para 14,5% ao ano, mantendo flexibilização monetária apesar dos impactos da guerra no Oriente Médio nos preços. Foto: © Marcello Casal JrAgência Brasil

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Redação
29 de abril de 202619:23
Atualizado há 44 minutos às 19:51

Em decisão anunciada no final de abril, o Banco Central reduziu a taxa Selic, principal instrumento para controle da inflação, em 0,25 ponto percentual, levando-a a 14,5% ao ano. Esta é a segunda redução consecutiva, após um período de estabilidade em 15% desde junho de 2025, patamar que representava o maior nível da taxa básica em quase duas décadas.

A decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) foi unânime e ocorreu em um contexto econômico desafiador, marcado pelas tensões geradas pela guerra no Oriente Médio. O conflito tem influenciado o aumento dos preços de combustíveis e alimentos, o que traz incertezas para as projeções inflacionárias e dificulta a atuação do Banco Central.

O Copom destacou que as projeções de inflação ainda apresentam desvios em relação à meta estabelecida para o horizonte relevante da política monetária, além de ressaltar o aumento da incerteza devido à duração dos conflitos e seus efeitos econômicos. Atualmente, a meta de inflação é de 3%, com intervalo de tolerância entre 1,5% e 4,5%, conforme o sistema de meta contínua em vigor desde 2025.

Além dos desafios externos, o Copom enfrenta desfalques em sua composição, com a expiração dos mandatos de dois diretores no fim de 2025 e a recente ausência do diretor de Administração por motivos pessoais. A estrutura do comitê pode impactar as decisões futuras, que continuarão a levar em consideração o cenário inflacionário e as condições econômicas gerais.

O impacto da redução da Selic é duplo: por um lado, juros mais baixos estimulam o crédito, a produção e o consumo, impulsionando o crescimento econômico. Por outro, podem dificultar o controle da inflação. As previsões oficiais indicam inflação acumulada em 12 meses acima da meta, com o mercado financeiro projetando um índice próximo a 4,86% para 2026. O crescimento econômico, por sua vez, é estimado em torno de 1,6% pelo Banco Central, com analistas do mercado prevendo leve expansão de 1,85%.

Fonte de referência: agenciabrasil.ebc.com.br — https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-04/banco-central-reduz-juros-basicos-para-145-ao-ano

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