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Évora, Portugal

Brasileiros usavam disfarces e reféns em roubos a bancos em Portugal; penas somam 32 anos

Akelson Rodrigues de Jesus e Jhones dos Santos foram condenados por 25 crimes, incluindo roubos, sequestros e lavagem de dinheiro, em ataques a agências bancárias portuguesas.

Brasileiros usavam disfarces e reféns em roubos a bancos em Portugal; penas somam 32 anosFoto: metropoles.com
Raphael Nogueira Felix
10 de julho de 202602:27
Atualizado agora há pouco às 05:27

Dois brasileiros foram condenados pela Justiça portuguesa por uma série de assaltos a bancos que envolveram disfarces, sequestros e lavagem de dinheiro. Akelson Rodrigues de Jesus, de 44 anos, e Jhones dos Santos, 43, responderam por 25 crimes praticados em diferentes regiões de Portugal.

O Tribunal de Évora, no sul do país, aplicou penas que somadas chegam a 32 anos e meio de prisão. Akelson recebeu 20 anos e meio; Jhones foi sentenciado a 12 anos. A decisão foi divulgada em 28 de abril deste ano.

Segundo as investigações, a dupla agia com planejamento e violência. Os criminosos utilizavam disfarces para não serem identificados e faziam reféns dentro das agências para garantir a execução dos roubos. O valor total subtraído foi de aproximadamente 548 mil euros, o equivalente a cerca de R$ 3,22 milhões.

Akelson foi condenado por sete roubos, nove sequestros, um crime de branqueamento de capitais (lavagem de dinheiro) e quatro falsificações de documento, totalizando 21 infrações. Jhones respondeu por dois roubos, um sequestro e um crime de lavagem de dinheiro.

Durante a leitura da sentença, o presidente do coletivo de juízes destacou a gravidade dos delitos.

“Não se tratam de furtos de reduzida expressão, mas de roubos de elevadas quantias”, afirmou o magistrado, que classificou os réus como “profissionais do crime”.

O dinheiro obtido nos assaltos passou por um processo de branqueamento de capitais, ou seja, os criminosos tentaram dar aparência lícita aos valores roubados. A lavagem de dinheiro é um dos crimes previstos na condenação.

Akelson já tinha histórico criminal em Portugal. Antes da condenação em Évora, ele havia sido sentenciado por tribunais de Loulé, Portimão, Faro, Albufeira, Setúbal, Leiria e Cascais, por crimes como roubo, coação, falsificação documental e sequestro.

O brasileiro estava preso no Estabelecimento Prisional de Coimbra desde maio de 2016. Em 2022, foi transferido para o Brasil para cumprir as penas impostas pela Justiça portuguesa. Jhones dos Santos também já era conhecido das autoridades lusitanas.

A defesa dos dois brasileiros foi procurada pela reportagem, mas não se manifestou até a publicação desta matéria. O espaço permanece aberto para esclarecimentos.

O caso reforça a atuação de grupos criminosos brasileiros no exterior e a cooperação judicial entre os dois países para punir delitos transnacionais.

Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/disfarces-e-refens-como-brasileiros-ladroes-de-banco-agiam-em-portugal

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