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Anuário revela que Brasil registra um golpe a cada 14 segundos; veja os mais comuns

O Anuário Brasileiro de Segurança Pública mostra aumento de 430% nos estelionatos desde 2018 e lista as fraudes mais frequentes, como clonagem de cartão, falso WhatsApp e golpe do Pix.

Arte de golpe na internetFoto: Arte/Metrópoles
Raphael Nogueira Felix
24 de julho de 202603:15
Atualizado agora há pouco às 06:15

O Brasil vive uma epidemia de golpes financeiros. Segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado nesta quinta-feira (23), o país registrou um estelionato a cada 14 segundos no ano passado. O levantamento, feito pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), aponta um crescimento de quase 430% nesse tipo de crime desde o início da série histórica, em 2018.

O estudo também detalha as principais modalidades de fraude aplicadas no país e traz exemplos de medidas adotadas internacionalmente para combater o problema. Singapura é citada como referência, com redução de 17,9% nas perdas e 27,6% nos casos em 2025, graças à criação de um centro antigolpe que reúne policiais, bancos e plataformas digitais, com atuação 24 horas.

No Brasil, os golpes mais comuns incluem a clonagem ou troca de cartão de crédito, a falsa central bancária, o golpe do falso WhatsApp e o uso indevido de CPF via SMS. A clonagem de cartão ocorre quando criminosos obtêm dados por páginas falsas, maquininhas adulteradas ou vazamentos, realizando compras sem autorização. Já a troca física do cartão acontece durante uma compra presencial, quando o golpista devolve um cartão semelhante ao original.

O golpe do falso WhatsApp é outro que faz muitas vítimas. O criminoso se passa por um conhecido, usando foto e nome obtidos em redes sociais, e pede dinheiro com urgência. Em alguns casos, o golpista consegue assumir o controle da conta real da vítima após obter o código de verificação, passando a pedir recursos aos contatos dela.

A falsa central bancária também é frequente: o golpista liga ou envia mensagem se passando por funcionário do banco, alegando compras suspeitas ou necessidade de atualização de segurança. A vítima é induzida a fornecer senhas, instalar programas de acesso remoto ou transferir dinheiro para uma suposta “conta segura” – que, na verdade, pertence ao fraudador.

O chamado “golpe do Pix” não é uma modalidade única, mas um conjunto de fraudes que usam o Pix para transferir rapidamente os valores. Os exemplos incluem pedidos de falsos conhecidos, vendas inexistentes, comprovantes adulterados e QR Codes falsos. Em todos os casos, o Pix serve como meio de pagamento e dispersão dos recursos, enquanto o engano se baseia em personificação, engenharia social ou invasão de conta.

O anuário também destaca o golpe do uso indevido de CPF via SMS, em que a vítima recebe uma mensagem sobre suposta irregularidade no CPF e é levada a clicar em um link falso, fornecendo dados pessoais e bancários.

Para se proteger, especialistas recomendam desconfiar de contatos inesperados, nunca fornecer senhas ou códigos por telefone ou mensagem, verificar diretamente com o banco ou a pessoa envolvida antes de fazer qualquer transferência, e manter aplicativos e sistemas atualizados. Em caso de golpe, a orientação é registrar boletim de ocorrência e comunicar imediatamente o banco para tentar bloquear os valores.

Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/pix-whatsapp-leilao-anuario-lista-principais-golpes-aplicados-no-pais

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