A Polícia Civil segue com as investigações para localizar a cabeça e as mãos de Ester Estinor, haitiana de 36 anos, assassinada e esquartejada pelo ex-companheiro em Votorantim, no interior de São Paulo. Na última segunda-feira (3/8), os agentes encontraram a perna esquerda da vítima, após o suspeito indicar o local onde teria descartado a parte do corpo.
Em coletiva de imprensa realizada nesta terça-feira (4/8), o delegado André Amorim, da Divisão Especializada de Investigações Criminais (Deic) de Sorocaba, afirmou que o suspeito apontou no mapa um bueiro onde teria jogado as partes do corpo. «Ele nos apontou no mapa um bueiro onde teria jogado partes do corpo. Nós fomos até o local e localizamos a perna esquerda, mais uma parte daquele corpo que havia sido esquartejado», disse o delegado.
As autoridades também informaram que refizeram o caminho do descarte, mas não encontraram as demais partes. Há ainda um grande volume de imagens obtidas que será analisado pelos investigadores, segundo o delegado.
Ester Estinor era mãe de três filhos, de 3, 15 e 19 anos. No dia em que desapareceu, ela tomou banho e saiu novamente sem informar para onde iria. O caso ganhou repercussão após a polícia confirmar que a vítima foi esquartejada e enterrada.
O suspeito, ex-companheiro da vítima, já foi incluído na lista da Interpol. As autoridades seguem trabalhando para localizar todas as partes do corpo e concluir o inquérito.
A Polícia Civil de Votorantim e a Deic de Sorocaba atuam em conjunto nas buscas. A população pode colaborar com informações anônimas pelos canais oficiais da polícia.
O caso reforça a preocupação com a violência contra a mulher na região. Organizações de defesa dos direitos das mulheres acompanham o desdobramento das investigações.
A vítima, de nacionalidade haitiana, residia no Brasil há alguns anos. A comunidade haitiana local manifestou consternação com o ocorrido e aguarda avanços nas apurações.
Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/policia-ainda-procura-partes-do-corpo-de-haitiana-morta-ha-5-meses

