O governo do Estado de São Paulo, por intermédio da Secretaria de Desenvolvimento Social (SEDS), ampliou o alcance do programa Auxílio-Aluguel na região administrativa de Ribeirão Preto. Em junho deste ano, 463 mulheres em situação de violência doméstica receberam o benefício, um aumento de quase 108% em comparação com o mesmo mês de 2025, quando 223 foram atendidas.
O programa oferece uma ajuda de custo mensal de R$ 500 por até seis meses, com possibilidade de renovação por igual período. O valor é depositado em uma Poupança Social do Banco do Brasil, diretamente em nome da beneficiária. O objetivo é proporcionar condições para que mulheres possam romper o ciclo de violência e reconstruir suas vidas com segurança.
Na região de Ribeirão Preto, desde o início do programa, em fevereiro de 2025, já foram atendidas 742 mulheres, com investimento superior a R$ 2,4 milhões. Em todo o estado, o número de beneficiárias saltou de 1,8 mil em junho de 2025 para mais de 5,3 mil em junho deste ano – um recorde mensal. Ao todo, mais de 8,4 mil mulheres já receberam o auxílio por pelo menos um mês, totalizando mais de R$ 24 milhões em repasses.
Para a secretária de Desenvolvimento Social, Andrezza Rosalém, o crescimento expressivo reflete a efetividade da política pública. “Alcançar esse recorde de atendimento mostra a força e a urgência de uma política pública voltada para que as mulheres não fiquem desamparadas. Mais do que números, estamos falando de vidas que ganham a oportunidade real de romper o ciclo da violência com dignidade e autonomia”, afirmou.
O Auxílio-Aluguel integra o movimento SP Por Todas, que reúne políticas públicas estaduais voltadas à proteção da mulher. O programa está presente em 591 municípios paulistas, o que demonstra a capilaridade da iniciativa e a importância da rede municipal de assistência social como porta de entrada para o benefício.
Podem solicitar o auxílio mulheres que possuam medida protetiva expedida pela Justiça, residam no estado de São Paulo, estejam em situação de vulnerabilidade e cuja renda familiar, até o momento da separação, não ultrapasse dois salários mínimos. O cadastramento é feito pelos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) ou pelos Centros de Referência Especializados de Assistência Social (CREAS) dos municípios participantes.
Além do apoio financeiro, o programa articula outros serviços da rede de proteção, como atendimento psicológico, orientação jurídica e encaminhamento para abrigos. Mulheres em situação de violência também podem buscar ajuda em unidades de saúde, delegacias da mulher e demais órgãos da rede de enfrentamento.
O governo estadual destaca que a ampliação do número de beneficiárias reflete tanto o aumento da demanda quanto a melhoria na capacidade de identificação e acolhimento dos casos pela assistência social. A expectativa é que o programa continue crescendo nos próximos meses, com a adesão de novos municípios e a simplificação dos procedimentos de cadastro.
Fonte de referência: Agência SP — https://agenciasp.sp.gov.br/auxilio-aluguel-do-governo-de-sp-beneficia-463-mulheres-em-situacao-de-violencia-na-regiao-de-ribeirao-preto


