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Ribeirão Preto

Auxílio-aluguel do governo paulista atende 463 mulheres vítimas de violência em Ribeirão Preto

Programa da Secretaria de Desenvolvimento Social registra recorde de 5,3 mil beneficiárias no estado em junho.

Programa do governo paulista de auxílio-aluguel atende 463 mulheres vítimas de violência em Ribeirão Preto. Foto: Agência SP

Raphael Nogueira Felix
3 de julho de 202613:21
Atualizado agora há pouco às 16:21

O governo do Estado de São Paulo, por intermédio da Secretaria de Desenvolvimento Social (SEDS), ampliou o alcance do programa Auxílio-Aluguel na região administrativa de Ribeirão Preto. Em junho deste ano, 463 mulheres em situação de violência doméstica receberam o benefício, um aumento de quase 108% em comparação com o mesmo mês de 2025, quando 223 foram atendidas.

O programa oferece uma ajuda de custo mensal de R$ 500 por até seis meses, com possibilidade de renovação por igual período. O valor é depositado em uma Poupança Social do Banco do Brasil, diretamente em nome da beneficiária. O objetivo é proporcionar condições para que mulheres possam romper o ciclo de violência e reconstruir suas vidas com segurança.

Na região de Ribeirão Preto, desde o início do programa, em fevereiro de 2025, já foram atendidas 742 mulheres, com investimento superior a R$ 2,4 milhões. Em todo o estado, o número de beneficiárias saltou de 1,8 mil em junho de 2025 para mais de 5,3 mil em junho deste ano – um recorde mensal. Ao todo, mais de 8,4 mil mulheres já receberam o auxílio por pelo menos um mês, totalizando mais de R$ 24 milhões em repasses.

Para a secretária de Desenvolvimento Social, Andrezza Rosalém, o crescimento expressivo reflete a efetividade da política pública. “Alcançar esse recorde de atendimento mostra a força e a urgência de uma política pública voltada para que as mulheres não fiquem desamparadas. Mais do que números, estamos falando de vidas que ganham a oportunidade real de romper o ciclo da violência com dignidade e autonomia”, afirmou.

O Auxílio-Aluguel integra o movimento SP Por Todas, que reúne políticas públicas estaduais voltadas à proteção da mulher. O programa está presente em 591 municípios paulistas, o que demonstra a capilaridade da iniciativa e a importância da rede municipal de assistência social como porta de entrada para o benefício.

Podem solicitar o auxílio mulheres que possuam medida protetiva expedida pela Justiça, residam no estado de São Paulo, estejam em situação de vulnerabilidade e cuja renda familiar, até o momento da separação, não ultrapasse dois salários mínimos. O cadastramento é feito pelos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) ou pelos Centros de Referência Especializados de Assistência Social (CREAS) dos municípios participantes.

Além do apoio financeiro, o programa articula outros serviços da rede de proteção, como atendimento psicológico, orientação jurídica e encaminhamento para abrigos. Mulheres em situação de violência também podem buscar ajuda em unidades de saúde, delegacias da mulher e demais órgãos da rede de enfrentamento.

O governo estadual destaca que a ampliação do número de beneficiárias reflete tanto o aumento da demanda quanto a melhoria na capacidade de identificação e acolhimento dos casos pela assistência social. A expectativa é que o programa continue crescendo nos próximos meses, com a adesão de novos municípios e a simplificação dos procedimentos de cadastro.

Fonte de referência: Agência SP — https://agenciasp.sp.gov.br/auxilio-aluguel-do-governo-de-sp-beneficia-463-mulheres-em-situacao-de-violencia-na-regiao-de-ribeirao-preto

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