A Polícia Civil do interior de São Paulo ouviu o depoimento de Evelyne dos Santos Gonçalves, apontada como a principal organizadora do evento de rope jump que resultou na morte da jovem Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos. A mulher, que está presa temporariamente, afirmou que não participava das atividades operacionais do salto por ter “muito medo”.
Em seu depoimento, Evelyne disse que saltava havia cerca de um ano e meio, mas que nos eventos ficava responsável apenas pela recepção, cadastro dos participantes e organização da fila de espera. Ela também geria as redes sociais da empresa “Entre Cordas”. Ao ser questionada pela delegada Andréa Levy, responsável pelo caso, afirmou: “Eu não faço parte de nada operacional, eu sempre falo, inclusive nas redes sociais, que eu tenho muito medo, eu não tenho nenhuma qualificação pra te dar respostas técnicas”.
Evelyne foi presa temporariamente no último sábado (20/6), uma semana após a tragédia ocorrida no dia 13 de junho. Além dela, também foram detidos João Antônio Pivetta Ribeiro da Silva e Gabriel Barros Martins. Inicialmente, a prisão dos três foi decretada por cinco dias, mas a Polícia Civil solicitou à Justiça a extensão para 30 dias, até a conclusão do inquérito.
Maria Eduarda morreu após ser lançada da Ponte do Esqueleto, na divisa entre Limeira e Cordeirópolis, sem cordas de proteção. Ela caiu de uma altura de aproximadamente 30 metros e sofreu politraumatismo, não resistindo aos ferimentos. O caso ganhou repercussão após um vídeo viralizar nas redes sociais, mostrando o momento em que a vítima é erguida e arremessada da estrutura.
Três pessoas foram autuadas em flagrante no dia do acidente: Maicon Fernandes Cintra, Luis Felipe Feliciano Egoroff e Vitor de Freitas Gonçalves. Eles aparecem no vídeo e tiveram a prisão em flagrante convertida para preventiva após audiência de custódia. A investigação busca esclarecer as responsabilidades de cada um no evento.
Maria Eduarda era moradora de Jandira, na Região Metropolitana de São Paulo, e trabalhava em uma academia de musculação. Em seu perfil no Instagram, compartilhava a rotina de treinos e tinha formação em educação física e gestão esportiva. Pouco antes do salto, ela publicou uma foto da ponte com a legenda: “Quem foi o doido que deixou eu vir pular de uma ponte?”.
A jovem portava uma câmera GoPro no momento do salto, que não foi encontrada após a queda. A polícia continua as investigações para apurar as circunstâncias exatas do acidente e a responsabilidade dos organizadores.
Fonte de referência: www.metropoles.com — https://www.metropoles.com/sao-paulo/rope-jump-dona-do-evento-diz-que-tinha-medo-de-ajudar-em-saltos


