Uma operação policial sigilosa de sete dias no Condado de Polk, na Flórida (EUA), terminou com a prisão de 281 pessoas, acusadas de quase 500 crimes ligados à predação infantil online e ao tráfico de seres humanos. A informação foi divulgada pelas autoridades locais e repercutida pela imprensa americana.
Entre os detidos, 17 eram funcionários dos parques temáticos Walt Disney World e Universal Studios, conforme informou o xerife do condado, Grady Judd, em entrevista coletiva. Segundo ele, esses empregados foram demitidos após a prisão. Sete deles respondem por acusações de crime sexual contra menor.
A operação, batizada de Polk Around & Find Out II, conduziu duas investigações paralelas. A primeira mirou adultos que tentavam viajar para encontrar menores com fins sexuais, resultando em 32 prisões. A segunda focou em redes de tráfico humano e levou à detenção de outras 249 pessoas, sendo 117 acusadas de comprar sexo e 122 de prostituição.
As autoridades contabilizaram 11 vítimas de tráfico humano e identificaram suspeitos originários de 18 países. Além dos funcionários dos parques, foram presos um treinador principal do time juvenil Davenport Titans — que trabalha com crianças de 11 a 14 anos —, líderes de torcida infantis e um delegado do Condado de Orange.
O delegado Eric Raymond, que atuava como policial escolar, foi detido sob a acusação de negociar sexo em troca de dinheiro dentro da instituição de ensino. A reportagem não detalha a situação processual dos envolvidos até o momento.
Durante a coletiva, o xerife Grady Judd relatou que um dos presos, que dizia ter trabalhado anteriormente como Mickey Mouse, chegou à delegacia carregando duas mochilas cheias de fraldas. Ele teria dito aos detetives: «Eu gosto de ser pervertido e travesso, e podemos ser pervertidos e travessos juntos».
Judd destacou a gravidade das acusações e a necessidade de vigilância. «Esses predadores estão por aí, online, tentando aliciar e abusar de nossas crianças. As coisas que eles dizem às crianças são vis, repugnantes e impróprias para qualquer pessoa. Esses predadores precisam ser presos», afirmou. Ele também recomendou que os pais monitorem continuamente não apenas a atividade online dos filhos, mas também saibam quem são os adultos em suas vidas.
O procurador-geral da Flórida, James Uthmeier, também se manifestou: «Predadores que têm como alvo crianças na Flórida serão caçados e processados com todo o rigor da Lei. Aqueles que vieram ao Condado de Polk esperando abusar sexualmente de uma criança encontraram algemas», concluiu.
A operação segue em andamento, e as autoridades não descartam novas prisões. O caso reacende o debate sobre a segurança infantil no ambiente digital e a responsabilidade de empresas e instituições na proteção de menores.
Fonte de referência: Mundo – Metrópoles — https://metropoles.com/mundo/policia-prende-funcionarios-da-disney-e-universal-por-predacao-infantil
