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Salvador

Condenado por massacre em cinema de São Paulo frequenta shopping em Salvador e causa apreensão

Mateus da Costa Meira, condenado por chacina em 1999, foi liberado em 2024 e tem sido visto no Shopping Barra, gerando medo entre vendedores e frequentadores.

Mateus da Costa Meira, condenado pelo massacre no cinema de São Paulo em 1999, foi visto no Shopping Barra, em Salvador, causando apreensão entre frequentadoresFoto: O Segredo: Notícias, Relacionamentos, Espiritualidade e Bem-Estar
Raphael Nogueira Felix
9 de julho de 202612:29
Atualizado agora há pouco às 15:29

Em liberdade desde 2024, o ex-estudante de Medicina Mateus da Costa Meira, de 51 anos, passou a frequentar regularmente o Shopping Barra, um dos centros comerciais mais tradicionais de Salvador. Condenado por um massacre em uma sala de cinema em São Paulo, ele tem sido visto circulando por cafés, livrarias e até mesmo em salas de cinema do local.

A presença de Mateus no shopping começou a gerar apreensão entre frequentadores, que passaram a fotografá-lo e compartilhar as imagens em grupos de WhatsApp. O Shopping Barra, um dos principais da Bahia, reúne 315 lojas e um complexo de cinema com oito salas, recebendo cerca de 50 mil visitantes por dia.

Mateus vive sozinho a poucos quarteirões do shopping. A comerciante Janaína Chaseliov, de 34 anos, relatou que a identificação dele causou medo entre trabalhadores do local. “Quando eu o vi pela primeira vez, fiquei em dúvida, porque ele está bem diferente. Mas logo a informação se espalhou no shopping, deixando os vendedores com medo”, disse.

O caso remete a 1999, quando Mateus entrou armado com uma submetralhadora em uma sala de cinema do Morumbi Shopping, em São Paulo, durante uma sessão do filme “Clube da Luta”. Ele matou três pessoas e feriu outras nove. Condenado inicialmente a 120 anos de prisão, foi solto em 2024 por decisão da Justiça da Bahia.

A defesa de Mateus tentou sustentar que ele era inimputável devido a um transtorno mental grave, mas a tese não foi aceita. Uma junta de psiquiatras e psicólogos concluiu que, embora apresentasse transtornos como psicopatia, ele era imputável e tinha plena capacidade de entender o caráter ilícito de seus atos.

Os peritos destacaram o nível de planejamento do massacre: Mateus comprou a submetralhadora por R$ 5 mil, conseguiu munição, consumiu cocaína e se hospedou em um hotel para dificultar sua localização. “Poderia ser na Câmara dos Deputados. Mas lá tem detector de metais. Por isso escolhi o shopping”, teria dito.

Em 2003, Mateus foi levado ao Tribunal do Júri, considerado plenamente responsável e condenado, sendo enviado para cumprir pena em Tremembé. Sua liberdade atual reacende o debate sobre a segurança pública e o acompanhamento de pessoas com transtornos mentais que cometem crimes graves.

Fonte de referência: O Segredo: Notícias, Relacionamentos, Espiritualidade e Bem-Estar — https://osegredo.com.br/noticias/autor-chacina-cinema-vendedores-bahia

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