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Brasília

Ministério Público Eleitoral contesta registro de Pablo Marçal e pede impugnação ao TSE

Órgão aponta inelegibilidade até 2032 e irregularidade na filiação partidária do empresário; Justiça Eleitoral ainda analisa o caso.

Pablo MarçalFoto: Kebec Nogueira/Metrópoles
Raphael Nogueira Felix
6 de setembro de 202618:37
Atualizado há 2 horas às 21:37

O Ministério Público Eleitoral (MPE) formalizou pedido ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para que o registro da candidatura de Pablo Marçal à Presidência da República seja negado. A manifestação do órgão foi apresentada neste sábado (06/09/2026) e sustenta que o empresário estaria impossibilitado de concorrer nas eleições deste ano.

No documento, a promotoria afirma que Marçal foi condenado à inelegibilidade por oito anos, com efeitos até 2032, em razão de decisão do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP). A condenação decorreu do uso indevido dos meios de comunicação social durante a campanha eleitoral de 2024, quando disputou a prefeitura da capital paulista.

Além da inelegibilidade, o MPE aponta que o candidato não comprovou vínculo político com o PRTB, partido pelo qual oficializou a candidatura, dentro do prazo legal. O registro foi enviado por Marçal momentos antes do encerramento do prazo, em 15 de agosto, e ainda aguarda análise definitiva do TSE.

Outros partidos e candidatos também acionaram a Justiça Eleitoral contra a candidatura de Marçal. Entre eles estão Erciley Pires Santana (Novo), Paula Nunes e Guilherme Cortez (ambos do PSol) e Tábata Amaral (PSB). As ações seguem a mesma linha de argumentação do Ministério Público, mas acrescentam questionamentos sobre a ausência de propostas de governo no registro inicial.

O pedido de Erciley Pires Santana também menciona a situação do candidato a vice, Leonardo Avalanche (PRTB). Avalanche é réu em processos por associação criminosa, ameaça e manipulação de sistema público de informações, além de ser apontado em investigações como tendo ligação com o crime organizado.

Enquanto o registro não é oficializado, Marçal está impedido de acessar recursos do fundo partidário e de veicular propaganda eleitoral no rádio e na televisão. Uma liminar concedida pelo juiz eleitoral Gustavo Nardi, da 428ª Zona Eleitoral de Santana de Parnaíba, permite que ele continue os procedimentos da candidatura de forma provisória.

A defesa do empresário ainda não se manifestou publicamente sobre o pedido do MPE. O TSE deve analisar o caso nos próximos dias, e a decisão terá impacto direto na disputa presidencial de 2026.

A situação de Marçal é acompanhada de perto por outros candidatos e por analistas políticos, pois o empresário disputa votos do eleitorado de direita. A eventual impugnação da candidatura pode alterar o cenário eleitoral e beneficiar outros postulantes ao Palácio do Planalto.

Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/mpe-tse-indeferimento-marcal

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