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Campinas

Empresário de carros de luxo é investigado por suposta lavagem de dinheiro do PCC em Campinas

Operação Nexus prendeu seis pessoas e cumpriu 26 mandados de busca e apreensão em Itatiba e Campinas; entre os alvos estão um policial militar e um vereador.

Empresário com 1 milhão de seguidores é acusado de agir como “banco” do PCCFoto: Reprodução/Instagram
Raphael Nogueira Felix
15 de setembro de 202608:32
Atualizado agora há pouco às 11:32

O Ministério Público de São Paulo (MPSP) investiga o empresário Leandro Gabioneta, do ramo de carros de luxo, por suposta lavagem de capitais em favor do traficante Reginaldo Pereira da Silva, conhecido como Tim, apontado como líder de um esquema de tráfico ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC). A investigação foi divulgada nesta terça-feira (15/9), durante a Operação Nexus, realizada pelo MPSP e pelo 1º Batalhão de Ações Especiais (Baep).

De acordo com o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), Gabioneta atuaria como uma espécie de «banco particular» do traficante, movimentando valores que ultrapassam R$ 2 milhões. As apurações indicam que a loja Gabioneta Private Select, situada nas proximidades de um shopping de luxo em Campinas, teria sido utilizada para lavar dinheiro proveniente do tráfico.

A operação resultou na prisão de seis pessoas e no cumprimento de 26 mandados de busca e apreensão em Itatiba e Campinas, no interior paulista. Três lojas de Gabioneta — duas em Itatiba e uma em Campinas — foram alvo das ordens judiciais. O traficante Tim e sua esposa foram presos em um condomínio de luxo em Itatiba.

Entre os alvos das buscas estão um policial militar e o vereador de Itatiba Carlos Eduardo de Oliveira Franco (MDB), conhecido como D… A Corregedoria da Polícia Militar cumpriu mandado na casa do policial, que teria ligação direta com o principal investigado. Promotores também realizaram buscas na casa e no gabinete do vereador.

Nas redes sociais, Gabioneta acumula mais de 1 milhão de seguidores e mantém um canal de vídeos no qual exibe carros de luxo, incluindo marcas como Lamborghini, Porsche e Ferrari — algumas delas de interesse do narcotraficante, segundo as investigações. A reportagem procurou o empresário, mas não obteve retorno até a publicação desta matéria. O espaço permanece aberto para manifestação.

As apurações revelaram que o grupo suspeito mantinha um sistema de monitoramento 24 horas por dia em benefício da organização criminosa. A vigilância permitia ocultar drogas, dispersar vendedores e interromper temporariamente pontos de venda de entorpecentes.

O Gaeco aponta que Tim liderava um esquema de tráfico dividido em cinco núcleos. A operação desta terça-feira é desdobramento de investigações que já haviam identificado a negociação de mais de 20 carros de luxo em uma loja de Campinas, conforme divulgado anteriormente pelo MPSP.

A Justiça expediu as ordens judiciais e as autoridades seguem com as apurações para identificar a extensão da suposta participação de cada envolvido. Até o momento, seis pessoas foram presas, e as investigações continuam sob sigilo.

O Metrópoles procurou os citados e reforça que o espaço está aberto para manifestações. O caso segue em apuração pelas autoridades competentes.

Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/empresario-acusado-agir-banco-do-pcc

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