A irmã de Débora Rodrigues dos Santos, conhecida como Débora do Batom, usou as redes sociais para compartilhar detalhes de como a família tem se organizado desde a autorização para o regime semiaberto. Claudia Rodrigues, que mora em Paulínia, no interior de São Paulo, contou que se reuniu com advogados para entender as regras da nova fase.
Débora está em prisão domiciliar desde março de 2025 e agora teve a progressão para o semiaberto concedida pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A decisão foi assinada em 2 de outubro e, segundo o ministro, a prisão domiciliar é considerada uma medida mais benéfica do que o regime semiaberto.
Na mesma decisão, Moraes reconheceu o direito à remição de 212 dias da pena. O abatimento inclui 108 dias por trabalho, quatro dias pela leitura de um livro e 100 dias pela aprovação no Exame Nacional do Ensino Médio para Pessoas Privadas de Liberdade (ENEM PPL) de 2023.
Débora foi condenada a 14 anos de prisão — sendo 12 anos e 6 meses de reclusão e 1 ano e 6 meses de detenção — além de 100 dias-multa. A condenação abrange os crimes de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado, deterioração de patrimônio tombado e associação criminosa armada.
Ela ficou conhecida nacionalmente por ter pichado a frase «perdeu, mané» na estátua «A Justiça», localizada em frente à sede do STF, durante os atos de 8 de janeiro de 2023.
Em vídeo publicado no Instagram, Claudia Rodrigues relatou que ainda não sabe se a irmã poderá manter redes sociais ou se terá interesse em trabalhar. «Estamos nos organizando com os advogados para entender o que é permitido», afirmou, sem dar mais detalhes sobre a rotina de Débora.
A família aguarda orientações definitivas sobre as condições do semiaberto, que podem incluir restrições de deslocamento e obrigações periódicas perante a Justiça. A defesa de Débora não se manifestou publicamente sobre os próximos passos após a decisão de Moraes.
O caso segue em acompanhamento pela Vara de Execuções Penais, responsável por fiscalizar o cumprimento da pena e eventuais novas progressões. A reportagem procurou os envolvidos, mas não obteve retorno até a publicação desta matéria.
Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/irma-diz-que-nao-sabe-se-debora-do-batom-pode-ter-redes-sociais

