O 2º Tribunal do Júri da Capital, em São Paulo, condenou nesta terça-feira (6/10) o torcedor do Corinthians Carlos Roberto de Britto Junior, de 43 anos, pela morte do palmeirense Guilherme Vinicius Jovanelli, de 19 anos, durante o confronto entre torcidas organizadas conhecido como Batalha da Inajar, ocorrido em 2012 na zona norte da capital paulista.
A pena aplicada foi de 16 anos e 4 meses de reclusão pelo crime de homicídio qualificado. A sentença encerra uma das etapas do processo que se arrasta por mais de 14 anos e envolve dezenas de acusados.
Além do condenado, outros nove torcedores corintianos eram réus no mesmo julgamento. Um deles teve a punibilidade extinta e os outros oito foram absolvidos pela Justiça.
O processo também inclui nove réus identificados como torcedores do Palmeiras. O julgamento desse grupo ainda não tem data definida, segundo informações repassadas pela Justiça.
De acordo com o tribunal, 52 pessoas participaram do julgamento, entre jurados, advogados, representantes do Ministério Público e demais envolvidos. A sessão foi realizada no Fórum Criminal da Barra Funda.
A Batalha da Inajar ocorreu na Avenida Inajar de Souza, na zona norte de São Paulo, e reuniu cerca de 300 integrantes de torcidas organizadas de Corinthians e Palmeiras. O confronto terminou com a morte de Guilherme Jovanelli, que tinha 19 anos à época.
A decisão desta terça refere-se apenas aos réus corintianos julgados nesta etapa. Não há informações sobre recurso da defesa ou sobre o cumprimento imediato da pena.
A Justiça informou que o caso segue em tramitação e que os demais acusados aguardam designação de data para julgamento. A condenação de Carlos Roberto de Britto Junior é a primeira aplicada no âmbito desse processo.
O Metrópoles procurou a defesa do condenado e o Ministério Público para eventuais manifestações, mas não obteve retorno até a publicação desta reportagem. O espaço permanece aberto para atualizações.
Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/batalha-da-inajar-juri-condena-corintiano-a-16-anos-de-prisao-por-morte

