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Aparecida

Alckmin defende Justiça isenta e guardiã da liberdade política em meio a decisões do TSE

Vice-presidente comentou decisões do TSE sobre canal de WhatsApp e disse que Justiça deve ser isenta e guardiã da liberdade de expressão e política.

Foto: William Cardoso/Metrópoles
Raphael Nogueira Felix
12 de outubro de 202613:30
Atualizado agora há pouco às 16:30

O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) afirmou nesta segunda-feira (12/10) que a Justiça deve atuar de forma isenta e como guardiã das liberdades, incluindo a política. A declaração foi dada após participar da Missa Solene no Santuário de Aparecida, no interior de São Paulo, e ocorre em meio a decisões conflitantes do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) envolvendo um canal de WhatsApp criado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG).

«Muita gente ouve muita reclamação de plataformas que estariam derrubando os sites, derrubando manifestações. Vamos aguardar, eu acho que é importante a Justiça ser isenta, ser guardiã da liberdade de expressão, da liberdade de política, e chegarmos ao dia 25», declarou Alckmin a jornalistas.

A solenidade religiosa contou com a presença de diversas autoridades, entre elas o ministro da Saúde, Alexandre Padilha (PT), a vice-primeira-dama Lu Alckmin, a deputada federal eleita Tabata Amaral (PSB) e o marido dela, o ex-prefeito de Recife João Campos (PSB), além do presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab.

A fala do vice-presidente ocorre após uma sequência de decisões divergentes no TSE sobre o canal denominado «Exército do Lula». No domingo (11/10), o presidente da Corte Eleitoral, ministro Nunes Marques, determinou a desativação do canal. Em seguida, o corregedor Ricardo Villas Boas Cueva decidiu pela reativação do meio de comunicação. O caso aguarda uma definição de Nunes Marques para ser pautado no plenário do tribunal.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) também se manifestou nesta segunda-feira, afirmando que Nunes Marques «não pode ter lado político». Para o petista, a Justiça Eleitoral está «extrapolando em algumas decisões» contra sua campanha, em meio às determinações conflitantes.

Segundo informações da coluna de Manoela Alcântara, do Metrópoles, uma análise técnica elaborada pela Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação (AEED) do TSE, a pedido de Nunes Marques, não identificou a veiculação de notícias falsas específicas no canal de WhatsApp «Exército do Lula».

O presidente do TSE, Nunes Marques, deve se reunir com as campanhas dos candidatos Flávio e Lula nesta terça-feira (13/10), em uma tentativa de apaziguar os ânimos às vésperas do segundo turno das Eleições 2026.

A declaração de Alckmin reforça a expectativa de que o tema seja analisado pelo plenário da Corte Eleitoral, que ainda não tem data definida para apreciar o caso. O vice-presidente evitou comentar detalhes específicos da disputa judicial e limitou-se a defender a isenção da Justiça e a preservação das liberdades democráticas.

Alckmin em Aparecida: “Justiça tem que ser guardiã da liberdade política” - destaque galeria
Alckmin em Aparecida: “Justiça tem que ser guardiã da liberdade política” - destaque galeria

Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/alckmin-justica-guardia-liberdade

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