Os rios Tietê e Pinheiros, que cortam a capital paulista, vêm registrando melhoras significativas na qualidade da água graças a investimentos recordes em saneamento básico. Desde a desestatização da Sabesp, em 2024, o montante aplicado no setor saltou de R$ 6,9 bilhões para mais de R$ 15 bilhões – um aumento de 120%. Esse aporte permitiu que cerca de 10 bilhões de litros de esgoto deixassem de ser despejados diariamente nos mananciais, volume equivalente a 4 mil piscinas olímpicas.
Dados da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), divulgados em junho de 2026, apontam que a concentração de matéria orgânica no Rio Pinheiros caiu em três dos quatro pontos monitorados. Na altura da Barragem de Pedreira, a redução foi de 55%; na Ponte do Socorro, 29%; e na Usina São Paulo, 26%. Entre os afluentes do Pinheiros, dois terços apresentaram melhora, com quedas superiores a 40% em córregos historicamente poluídos.
No Rio Tietê, a carga de poluição transportada caiu 46 toneladas por dia, passando de 219 para 173 toneladas/dia. Dos 30 afluentes monitorados, 70% registraram evolução positiva na qualidade da água. Esses resultados são atribuídos ao Integra Tietê, maior programa de despoluição já realizado no estado, que prevê a instalação de novas tubulações, estações de bombeamento e ampliação de Estações de Tratamento de Esgoto (ETEs).
Desde 2024, foram entregues 16 novas ETEs e criados cerca de 800 quilômetros de redes coletoras, beneficiando aproximadamente 3,8 milhões de pessoas. Outras seis estações estão em expansão, com previsão de aumento de capacidade em até 75%. O governo estadual também lançou o programa Na Rota da Água, que prevê visitas técnicas a mais de 1.100 frentes de obras em cidades contempladas pelo novo contrato da Sabesp.
Na Grande São Paulo, obras de saneamento foram concluídas em Itapecerica da Serra, Embu das Artes e Embu-Guaçu. Duas novas ETEs em Caieiras e Franco da Rocha, além de um sistema de expansão de esgotamento sanitário em Francisco Morato, receberam R$ 168 milhões em investimentos. As intervenções devem atender 46,2 mil famílias, cerca de 127 mil pessoas, ampliando o tratamento de esgoto e reduzindo a poluição em rios e córregos da região.
Para a secretária estadual de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística, Natália Resende, os avanços são fruto de investimento e obras. “Saneamento é dignidade e causa grande impacto na vida das pessoas”, afirmou. A expectativa é que a continuidade dos projetos permita a recuperação ambiental dos rios da Região Metropolitana de São Paulo nos próximos anos.
Fonte de referência: Agência SP — https://www.agenciasp.sp.gov.br/entenda-como-o-avanco-do-saneamento-e-peca-fundamental-para-reducao-da-poluicao-em-ate-55-em-rios-da-grande-sp/


