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São Paulo

Modelo paulista de recuperação de ativos atrai delegações de cinco estados para cooperação técnica

Representantes do Amapá, Maranhão, Piauí, Roraima e Tocantins visitaram São Paulo para conhecer o programa Recupera-SP, que já recuperou mais de R$ 57 milhões em bens de organizações criminosas.

Raphael Nogueira Felix
1 de julho de 202619:54
Atualizado agora há pouco às 22:54

A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo recebeu, nos últimos meses, delegações de cinco estados interessados em replicar o modelo paulista de combate financeiro ao crime organizado. Representantes do Amapá, Maranhão, Piauí, Roraima e Tocantins participaram de encontros técnicos para conhecer as metodologias do programa Recupera-SP, responsável pela identificação e recuperação de patrimônio ilícito.

As visitas, que ocorreram entre fevereiro e junho, integram uma política de cooperação interestadual iniciada em 2025, quando Alagoas também enviou profissionais para imersão no programa. A expectativa é que esses intercâmbios se tornem uma agenda permanente, ampliando a troca de experiências entre as instituições de segurança pública.

O Recupera-SP atua na identificação, bloqueio, gestão e destinação de bens e valores vinculados a atividades criminosas. A iniciativa busca desarticular a estrutura econômica de organizações criminosas, complementando as investigações tradicionais e a responsabilização penal dos envolvidos.

Durante as visitas, os participantes conheceram os fluxos de trabalho adotados em São Paulo, mecanismos de governança patrimonial e medidas de recuperação de ativos. Também acompanharam atividades no Centro Integrado de Comando e Controle (CICC) e reuniões com instituições parceiras do programa.

Entre os temas debatidos estão inteligência patrimonial, medidas assecuratórias, gestão de bens apreendidos, alienação antecipada e destinação de ativos. A troca de experiências permitiu que os representantes discutissem desafios comuns e soluções aplicadas em diferentes realidades estaduais.

De acordo com dados do programa, R$ 57 milhões foram recuperados e aguardam destinação. Até maio deste ano, R$ 34,2 milhões já tiveram aplicação confirmada, e o total de recursos sob monitoramento ultrapassa R$ 128 milhões. Os valores são investidos em melhorias estruturais e tecnológicas, como aquisição de equipamentos, reformas de unidades policiais e desenvolvimento de sistemas de inteligência.

O delegado Lawrence Tanikawa, responsável pelo Recupera-SP, destacou que a recuperação de ativos deixou de ser um tema acessório e passou a ocupar posição estratégica no enfrentamento ao crime organizado. Segundo ele, compartilhar a experiência paulista fortalece as instituições e amplia a capacidade do poder público de atingir o patrimônio ilícito e devolvê-lo à sociedade.

O interesse de outros estados reflete os resultados alcançados pelo modelo paulista e reforça a tendência de ampliar, em âmbito nacional, estratégias voltadas ao enfraquecimento financeiro das organizações criminosas. A cooperação técnica deve continuar, com novas delegações previstas para os próximos meses.

Foto da matéria
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Fonte de referência: Agência SP — https://www.agenciasp.sp.gov.br/sao-paulo-amplia-cooperacao-com-outros-estados-em-estrategia-de-descapitalizacao-do-crime-organizado/

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