UrgenteSobrinho de Marcola recebeu R$ 50 mil de empresa de ônibus suspeita de lavar dinheiro para o PCC
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São Paulo

Sobrinho de Marcola recebeu R$ 50 mil de empresa de ônibus suspeita de lavar dinheiro para o PCC

Leonardo Camacho, sobrinho do líder do PCC, foi citado em investigação que aponta repasse da Transunião. Operação também prendeu vereador Senival Moura (PT).

Raphael Nogueira Felix
1 de julho de 202622:53
Atualizado agora há pouco às 23:19

Uma investigação do Ministério Público de São Paulo (MPSP) e da Polícia Civil revelou que Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho, sobrinho de Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, recebeu R$ 50 mil da empresa de ônibus Transunião. A concessionária, que opera 50 linhas na zona leste da capital paulista, é suspeita de lavar dinheiro para o Primeiro Comando da Capital (PCC).

O repasse foi identificado durante a Operação Vérnix, que já havia levado à prisão da influenciadora Deolane Bezerra sob suspeita de ligação com a facção. Leonardo aparece em planilhas da empresa como destinatário de valores, segundo os promotores. A suspeita é que familiares de Marcola sejam os verdadeiros donos dos ônibus, enquanto os nomes registrados seriam de laranjas, chamados de “cooperados”.

Além do sobrinho de Marcola, a filha de Alejandro Herbas Camacho, irmão do líder do PCC, também foi mencionada. Em mensagens, ela trata de repasses a Leonardo, referido pelo codinome “L”. Everton de Souza, conhecido como “Player”, é apontado como o operador financeiro que articulava os pagamentos entre a família Camacho e a Transunião.

A operação contra a Transunião, batizada de Última Parada, resultou na prisão do vereador Senival Moura (PT). O parlamentar, que ocupava a presidência da Comissão de Transporte da Câmara Municipal de São Paulo, é apontado como um dos principais beneficiários do esquema. As investigações indicam que ele usava a empresa para desviar recursos para sua campanha eleitoral.

O ponto de partida das apurações foi o assassinato de Adauto Soares Jorge, morto a tiros em 2020 em uma padaria na zona leste. Ele atuava como laranja de Senival na Transunião. O crime teria sido motivado por desvio de dinheiro destinado ao PCC, segundo o MPSP. Jair Ramos de Freitas, o “Cachorrão”, foi apontado como executor.

O modelo de lavagem de dinheiro na Transunião é semelhante ao de outras concessionárias investigadas, como Transwolf e UpBus, alvo da Operação Fim da Linha em 2024. Os promotores acreditam que a facção usava empresas de transporte para infiltrar recursos ilícitos na economia formal.

O caso segue sob sigilo, mas as autoridades continuam analisando documentos e mensagens para identificar outros envolvidos. A Transunião ainda não se manifestou oficialmente sobre as acusações.

Fonte de referência: www.metropoles.com — https://www.metropoles.com/sao-paulo/sobrinho-marcola-50-mil-onibus

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