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São Paulo

Governo de São Paulo confirma sétimo caso de sarampo em 2026 e amplia vacinação para bebês

A Secretaria Estadual da Saúde de São Paulo registrou dois novos casos de sarampo, elevando para sete o total no ano. Autoridades recomendam dose extra da vacina tríplice viral para bebês de 6 a 11 meses na capital e em Guarulhos.

Raphael Nogueira Felix
1 de julho de 202619:37
Atualizado agora há pouco às 23:19

A Secretaria Estadual da Saúde de São Paulo (SES) anunciou, na noite desta terça-feira (30), a confirmação de mais dois casos de sarampo no estado, elevando para sete o total registrado em 2026. Os novos pacientes são um bebê de seis meses e uma mulher de 20 anos, mãe de uma das crianças que já havia sido diagnosticada com a doença na semana anterior.

De acordo com a pasta, os dois casos ocorreram em área próxima ao município de Guarulhos, na Região Metropolitana de São Paulo. A mãe, de 20 anos, é a mesma cujo filho teve sarampo confirmado recentemente. Os detalhes sobre a origem da infecção ainda estão sob investigação pelas autoridades de saúde.

Na semana passada, o governo estadual já havia confirmado três casos da doença, todos na capital paulista, envolvendo bebês com idades entre seis meses e um ano. O aumento de registros acendeu o alerta das autoridades, que intensificaram as medidas de controle.

Diante do cenário, a SES recomendou a aplicação da chamada dose zero da vacina tríplice viral para bebês de 6 a 11 meses e 29 dias residentes na capital paulista e em Guarulhos. Essa estratégia adicional visa proteger as crianças mais vulneráveis, que ainda não completaram o esquema vacinal regular.

A dose zero não substitui as doses previstas no Calendário Nacional de Vacinação. Mesmo que o bebê receba essa dose extra, ele deverá seguir o cronograma padrão: primeira dose da tríplice viral aos 12 meses e segunda dose, preferencialmente com a tetraviral, aos 15 meses. A orientação é que os pais procurem a unidade de saúde mais próxima para verificar a situação vacinal.

A cobertura vacinal contra o sarampo no estado de São Paulo está em 85,32% para a primeira dose e 72,06% para a segunda, abaixo da meta ideal de 95% para evitar a circulação do vírus. A SES reforça que todas as pessoas com até 59 anos que não tenham comprovante de imunização ou não tenham completado o esquema vacinal devem atualizar a carteira de vacinação.

O sarampo é uma doença infecciosa altamente contagiosa, transmitida por via aérea por meio de tosse, espirro ou fala. Uma pessoa infectada pode transmitir o vírus para até 90% das pessoas próximas que não estejam imunizadas. Os principais sintomas incluem manchas vermelhas pelo corpo, febre alta, tosse, conjuntivite, coriza e mal-estar intenso.

Em casos graves, a doença pode evoluir para complicações como diarreia intensa, infecções de ouvido, pneumonia, cegueira e encefalite (inflamação do cérebro). A vacinação é a principal forma de prevenção e está disponível gratuitamente no Sistema Único de Saúde (SUS).

A Secretaria Estadual da Saúde orienta a população a procurar a unidade de saúde mais próxima para verificar a caderneta de vacinação e, se necessário, atualizar as doses. A imunização é considerada a ferramenta mais eficaz para evitar novos surtos e proteger a coletividade.

Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/sao-paulo-ja-soma-7-casos-de-sarampo-neste-ano-diz-governo-do-estado

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