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São Paulo

EUA sancionam dois brasileiros e três empresas por suposta ligação com o PCC

O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos anunciou sanções contra dois brasileiros e três empresas acusados de vínculos com o Primeiro Comando da Capital (PCC). As medidas bloqueiam bens e proíbem transações financeiras com os alvos.

Raphael Nogueira Felix
1 de julho de 202619:34
Atualizado agora há pouco às 22:51

O governo dos Estados Unidos, por meio do Departamento do Tesouro, aplicou sanções nesta quarta-feira (1º/7) contra dois cidadãos brasileiros e três empresas suspeitas de manterem conexões com o Primeiro Comando da Capital (PCC). As medidas também atingem uma empresa portuguesa. Com a decisão, todos os bens e ativos pertencentes aos alvos em território americano ficam bloqueados, e cidadãos e empresas dos EUA estão proibidos de realizar negócios com eles.

Entre os sancionados está Victor Shimada, proprietário da Victory Trading, que foi preso em janeiro de 2025 pela Polícia Federal sob a acusação de lavagem de dinheiro em um esquema fraudulento de patrocínio envolvendo um clube de futebol brasileiro. Embora o comunicado oficial não mencione nominalmente o clube, as investigações apontam que a Victory Trading teria lavado US$ 30 milhões em território americano.

De acordo com o comunicado do Tesouro americano, a Victory Trading foi utilizada para lavar dinheiro desviado de um clube de futebol brasileiro por meio de um esquema de fraude publicitária. Investigações da Polícia Federal indicam que a empresa fez um repasse de R$ 200 mil à UJ Football Talent Intermediação, valor que teria sido destinado à Neoway Soluções, empresa supostamente registrada em nome de laranjas.

As sanções também incluem outras duas empresas brasileiras, cujos nomes não foram divulgados integralmente, e uma empresa portuguesa. Instituições financeiras estrangeiras que continuarem a realizar transações com os alvos ficam sujeitas a sanções secundárias, ampliando o alcance das medidas.

Essa ação ocorre menos de um mês após o governo do presidente Donald Trump classificar o PCC e o Comando Vermelho (CV) como Organizações Terroristas Estrangeiras (FTOs). O enquadramento, assinado pelo secretário de Estado Marco Rubio em 5 de junho, altera o status jurídico das duas facções perante a comunidade internacional.

Com a designação como FTOs, as organizações deixam de ser tratadas apenas como gangues criminosas locais ou cartéis de narcotráfico pela inteligência americana. O novo status confere ao governo dos EUA poderes mais amplos de persecução global, permitindo a mobilização de agências de segurança nacional para rastrear e neutralizar as redes operacionais dos grupos fora do Brasil.

Além do cerco financeiro, a designação ativa dispositivos penais rigorosos contra qualquer indivíduo ou empresa que preste apoio às facções. A Lei de Imigração e Nacionalidade dos EUA (INA) impõe restrições severas de mobilidade e imigração para lideranças e membros cadastrados do PCC e do CV.

As sanções representam mais um passo no esforço internacional para combater o crime organizado transnacional, especialmente em um momento em que o PCC expande sua atuação para além das fronteiras brasileiras. A cooperação entre Brasil e Estados Unidos tem sido intensificada nos últimos anos, com operações conjuntas e compartilhamento de informações.

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Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/veja-quem-sao-os-brasileiros-alvos-de-sancao-dos-eua-por-elo-com-pcc

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