O PDT decidiu não lançar candidatura própria ao governo de São Paulo nas eleições de outubro, enterrando a possibilidade de uma chapa alternativa de centro que poderia beneficiar o pré-candidato petista Fernando Haddad. A informação foi confirmada por dirigentes da sigla, que avaliam que uma terceira via teria pouca viabilidade eleitoral.
Aliados de Haddad defendiam que um nome de centro, filiado ao PDT, poderia tirar votos do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e levar a disputa ao segundo turno. No entanto, os pedetistas consideram que, para ser efetiva, uma candidatura alternativa precisaria alcançar cerca de 10% dos votos válidos, algo distante da performance recente do partido em eleições estaduais.
Na última vez que o PDT disputou o Palácio dos Bandeirantes, em 2022, o candidato Elvis Cezar (hoje no Republicanos) obteve apenas 1,2% dos votos. Além disso, a sigla alega não ter um nome viável para concorrer ao cargo neste momento.
Com a desistência, o PDT volta suas atenções para as vagas de suplência nas candidaturas ao Senado. As principais candidatas da centro-esquerda são Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB), ambas com chances de retornar ao governo federal em caso de reeleição do presidente Lula (PT).
Entre os nomes cotados para suplente está Antonio Neto, presidente da Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB). Em 2020, ele foi candidato a vice-prefeito de São Paulo na chapa de Márcio França (PSB), que hoje é o vice de Haddad na disputa estadual. Outro possível suplente é Marcelo Barbieri, ex-secretário de Relações Institucionais do governo Michel Temer (MDB).
O argumento central do PDT é que o partido não está representado na chapa majoritária encabeçada pelo PT, que já conta com dois nomes do PSB (França e Tebet) e um da federação PSOL-Rede (Marina Silva). A suplência seria uma forma de garantir presença no palanque e influência futura.
Além do PDT, outros partidos da base aliada também disputam as vagas de suplente. PT, PV e PCdoB já apresentaram nomes. O PT indicou quatro possibilidades, entre eles Laio Morais, ex-chefe de gabinete do Ministério da Fazenda, e a vereadora Ana Nice, de São Bernardo do Campo. O PV aposta em Eduardo Jorge, ex-candidato à Presidência, e o PCdoB defende Alcides Amazonas, ex-vereador e ex-deputado estadual.
O cenário eleitoral paulista, com apenas dois pré-candidatos ao governo até agora (Haddad e Tarcísio), pode resultar na disputa com menor número de concorrentes desde a redemocratização. Ainda há prazo para novas candidaturas, mas a tendência é de polarização entre petistas e republicanos.
Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/pdt-haddad-senado


