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São Paulo

Tarcísio de Freitas defende sanção dos EUA contra facção PCC como crime transnacional

Governador de SP elogiou a ação do governo Trump, que sancionou dois brasileiros e três empresas por suposta ligação com o PCC.

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, defendeu a sanção dos EUA contra o PCC como crime transnacional. Foto: metropoles.com

Raphael Nogueira Felix
1 de julho de 202620:39
Atualizado agora há pouco às 23:39

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou nesta quarta-feira (1º/7) que a sanção aplicada pelos Estados Unidos contra integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC) é uma medida positiva. A declaração foi feita durante a inauguração da Praça do Triunfo, no bairro Santa Ifigênia, região central da capital paulista.

Para Tarcísio, a ação do governo americano, liderado por Donald Trump, reforça o caráter transnacional da facção criminosa. “Você tem o PCC presente em pelo menos 11 estados americanos hoje, células deles nos Estados Unidos, você não pode deixar isso crescer”, disse o governador, destacando que a organização não está restrita às fronteiras brasileiras.

O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos sancionou dois brasileiros, três empresas brasileiras e uma empresa portuguesa por suposta participação em uma rede de lavagem de dinheiro ligada ao PCC. Esta é a primeira sanção específica contra o grupo desde que foi classificado como organização terrorista pelo governo americano, em junho.

Os sancionados são Victor Henrique de Oliveira Shimada e Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira. As empresas listadas incluem Victory Trading Intermediação de Negócios Cobranças e Tecnologia Ltda, Pixwave Soluções de Pagamentos Ltda, Wave Construções Inteligentes Ltda e Avenidas Flutuantes Unipessoal Lda, esta última sediada em Portugal.

Com a sanção, todos os bens e ativos sob jurisdição dos EUA ficam bloqueados, e cidadãos e empresas americanas estão proibidos de realizar negócios com os sancionados. Instituições financeiras estrangeiras que realizarem transações relevantes com eles também podem sofrer sanções secundárias.

Tarcísio aproveitou o evento para reforçar a necessidade de cooperação internacional no combate ao crime organizado. “Todo esforço também internacional de combate a essas organizações precisa ser feito. É uma chaga que precisa ser combatida”, afirmou.

O governador, que busca reeleição nas eleições gerais deste ano, estava acompanhado de pré-candidatos e apoiadores, como o deputado estadual André do Prado (PL), pré-candidato ao Senado, e o ex-secretário de Segurança Urbana Orlando Morando, pré-candidato a deputado federal pelo MDB. O prefeito Ricardo Nunes (MDB) também participou do evento.

A classificação do PCC como organização terrorista estrangeira pelo governo Trump, em 5 de junho, abriu caminho para sanções mais duras. A medida foi elogiada por autoridades brasileiras, que veem na ação americana um reforço ao combate ao crime organizado transnacional.

Foto da matéria
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Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/tarcisio-elogia-sancao-dos-eua-contra-crime-transnacional-do-pcc

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