O tenente Ronickson Pimentel dos Santos, policial militar da Rota e irmão de Eloá Pimentel, vítima de um sequestro que chocou o Brasil em 2008, apresenta evolução no quadro de saúde após ser baleado na cabeça durante um ataque em São Caetano do Sul, na região metropolitana de São Paulo. De acordo com boletim médico divulgado pela Polícia Militar na manhã desta quarta-feira (1º/7), o oficial segue internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), mas demonstra “resposta satisfatória” às intervenções da equipe.
Entre os sinais positivos apontados estão a redução da necessidade de medicamentos para sustentar a pressão arterial e a boa reação ao tratamento neurológico, com melhora nos parâmetros de monitoramento. A PM informou que uma nova tomografia de crânio está programada para esta quarta-feira, e a equipe médica planeja continuar diminuindo a sedação gradualmente.
O boletim também destaca que foram adotadas “medidas adicionais de suporte” para auxiliar o tenente nessa fase crítica. A equipe médica realiza reavaliações diárias das condutas em conjunto com a Neurocirurgia, acompanhando de perto cada evolução.
Em carta aberta publicada nas redes sociais na terça-feira (30/6), a esposa do tenente, Cintia Pimentel, agradeceu as mensagens de apoio e pediu orações pela recuperação do marido. Ela afirmou que cada pequena melhora tem sido celebrada pela família e que a prioridade é acompanhar o tratamento. Cintia também informou que não concederá entrevistas e restringiu temporariamente o perfil nas redes sociais para preservar a segurança da família.
O ataque contra o tenente ocorreu dias após Cintia publicar uma homenagem ao marido, relembrando o caso Eloá e destacando que ele transformou a dor em propósito. “Você poderia ter permitido que a dor definisse a sua história, mas escolheu transformá-la em propósito”, escreveu a esposa. Foi no dia da morte de Eloá que Ronickson realizou a prova para ingressar na Polícia Militar.
As investigações sobre o ataque avançam. Dois suspeitos, de 40 e 52 anos, foram detidos por suposto apoio logístico aos atiradores, que ainda estão foragidos. O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) afirmou que a identidade de um dos atiradores foi identificada, com extensa ficha criminal e envolvimento com o crime organizado. A moto usada no ataque foi encontrada próxima à comunidade de Heliópolis, e o carro de apoio, um Renault Logan, foi localizado na zona leste de São Paulo.
Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/uti-tenente-eloa-resposta-tratamento


