Um adolescente de 14 anos ficou ferido ao realizar um salto de rope jump com a equipe envolvida na morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, em Limeira, interior de São Paulo. O caso foi revelado no relatório final do inquérito policial que investiga a tragédia ocorrida em junho.
De acordo com o depoimento do pai do menino à polícia, o adolescente acompanhava o genitor, que trabalhava como freelancer para o grupo. Após o encerramento do atendimento ao público, os integrantes da equipe realizavam saltos para gravação de conteúdo, quando o jovem insistiu para fazer mais uma descida.
O pai afirmou ter verificado o equipamento do filho, incluindo a fixação das cordas, e permaneceu próximo à área de lançamento. Durante o salto, o adolescente teria feito movimentos pendulares e foi liberado da corda de forma antecipada por um dos membros da equipe, antes de o corpo estabilizar completamente.
Com a liberação precoce, o menino raspou o corpo no chão, sofrendo escoriações no joelho. Segundo o relato paterno, não houve impacto grave na cabeça, embora o jovem tenha mencionado uma leve batida. O incidente ocorreu na Ponte do Esqueleto, entre Limeira e Cordeirópolis, mesmo local onde Maria Eduarda caiu de uma altura de aproximadamente 40 metros e morreu.
O pai do adolescente contou à polícia que conheceu a atividade por intermédio de Luis Felipe Feliciano Egoroff, um dos presos pela morte da jovem. Ele disse que trabalhou em cerca de quatro a cinco eventos com o grupo e, após o acidente com o filho, manifestou insatisfação com a conduta da equipe e decidiu se afastar.
O homem afirmou que não recebeu orientação para ocultar os fatos ou apagar registros e que optou voluntariamente por não divulgar o ocorrido. A Polícia Civil incluiu o episódio no inquérito que já investigava a morte de Maria Eduarda.
A CEO do grupo, Evelyne dos Santos Gonçalves, foi indiciada por homicídio qualificado e fraude processual. A delegada Andréa Levy destacou que Evelyne integrava o núcleo organizacional responsável pela atividade, participando da logística, administração e divulgação dos eventos. Outros dois presos, João Antônio Pivetta Ribeiro da Silva e Gabriel Barros Martins, não foram indiciados, e a polícia pediu a revogação da prisão deles.
O inquérito foi enviado ao Ministério Público de São Paulo no início de julho. A defesa de Evelyne não se manifestou até o momento.
Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/rope-jump-menor-se-feriu-ao-saltar-com-grupo-envolvido-em-morte-de-jovem


