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São Paulo

PF prende suspeita de lavar dinheiro para o PCC em operação que mira sancionados pelos EUA

Stella Stefanie de Oliveira, apontada como intermediária financeira do PCC, foi presa em São Paulo. Victor Shimada, outro alvo das sanções americanas, segue foragido.

Stella Stefanie de Oliveira, suspeita de lavar dinheiro para o PCC, foi presa em São Paulo durante operação da PF. Foto: metropoles.com

Raphael Nogueira Felix
3 de julho de 202607:39
Atualizado agora há pouco às 10:39

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta sexta-feira (3/7) a Operação Exchange, com o objetivo de desarticular um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao tráfico internacional de drogas e ao Primeiro Comando da Capital (PCC). A ação ocorre dias após o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos impor sanções a pessoas e empresas suspeitas de integrar a rede financeira da facção criminosa.

Um dos principais alvos da operação é Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira, presa em São Paulo. Segundo o governo americano, ela atuava como “secretária” e “intermediária para a coleta de grandes quantias em dinheiro” em nome do PCC. Também é alvo Victor Henrique de Oliveira Shimada, que permanece foragido até o momento.

Ao todo, mais de 50 policiais federais cumprem 13 mandados de busca e apreensão e 11 de prisão temporária nas cidades de São Paulo, Santos, Praia Grande e Santana de Parnaíba. As ordens judiciais foram expedidas pela 7ª Vara Federal Criminal de São Paulo.

De acordo com as investigações, o grupo utilizava um sistema estruturado para movimentar recursos ilícitos por meio de transferências de criptoativos, transporte de dinheiro em espécie, operações bancárias de alto valor e repasses entre pessoas físicas e jurídicas. A PF busca desmontar a estrutura financeira que dava suporte às atividades criminosas.

Stella Stefanie é descrita como parente de Victor Shimada e seria responsável por serviços logísticos essenciais para a rede de lavagem de dinheiro. Já Shimada é sócio de uma empresa investigada por envolvimento em um escândalo no Corinthians. O Departamento do Tesouro dos EUA aponta que ele teria lavado mais de US$ 30 milhões em diversas cidades americanas, sendo um “elo fundamental” com agentes do PCC.

As sanções americanas, aplicadas na quarta-feira (1º/7), incluem também três empresas brasileiras e uma portuguesa supostamente ligadas ao PCC. Com a medida, todos os bens e ativos dos alvos nos Estados Unidos ficam bloqueados, e cidadãos e empresas norte-americanas estão proibidos de fazer negócios com eles. Instituições financeiras estrangeiras que continuarem a realizar transações com os sancionados podem sofrer sanções secundárias.

Sem citar nominalmente o Corinthians, o governo dos EUA relembrou que Victor Shimada, dono da Victory Trading, foi preso em janeiro de 2025 pela PF por lavar dinheiro ilícito de um clube de futebol brasileiro em um esquema fraudulento de patrocínio. Segundo comunicado, a Victory foi usada para lavar dinheiro roubado do clube em um esquema de fraude publicitária.

Investigações anteriores apontam que a empresa fez um repasse de R$ 200 mil à UJ Football Talent Intermediação, valor que teria como destino a Neoway Soluções, supostamente registrada em nome de laranjas. O caso segue sob sigilo de Justiça.

Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/sancionados-eua-quem-sao-alvos-pf

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