O Aquário de São Paulo, que celebra duas décadas de funcionamento nesta terça-feira (7), abriu os bastidores de sua rotina de cuidados com os animais. A instituição, que começou com estruturas voltadas apenas para espécies de água doce, hoje conta com cerca de 50 recintos e emprega tecnologias como tomografia e acupuntura no tratamento de seus habitantes.
De acordo com a equipe técnica, três a cada quatro animais acolhidos pelo aquário são oriundos de situações de tráfico de fauna silvestre, maus-tratos, apreensões ou entregas voluntárias. O foco da instituição é a conservação e a educação ambiental, aliando ciência e tecnologia para garantir o bem-estar dos bichos.
Um dos casos que ilustram a complexidade do trabalho é o transporte de um peixe-boi amazônico de aproximadamente 330 quilos, vindo do rio Tapajós. A equipe realizou simulações com sacos de sal para reproduzir o peso do animal e ensaiar cada etapa da operação, que envolveu avião, caminhão com equipamento de içamento e controle rigoroso de temperatura e qualidade da água.
Outro exemplo é o treinamento de Mali, um lêmure que subiu espontaneamente em uma balança para ser pesado. O comportamento, aparentemente simples, é resultado de um processo de condicionamento, vínculo e confiança entre o primata e seus cuidadores.
A rotina médica inclui procedimentos como tomografia em jacarés, laserterapia em estrelas-do-mar, cirurgias em peixes e acupuntura em pinguins. A veterinária-chefe do aquário, Laura Reisfeld, explica que cada ação, da pesagem a intervenções mais complexas, exige preparação cuidadosa.
O Aquário de São Paulo se consolidou como referência em reabilitação e cuidados com animais resgatados, combinando infraestrutura moderna e equipe especializada. A celebração dos 20 anos destaca o papel da instituição na preservação da biodiversidade e na conscientização do público sobre a importância da conservação ambiental.
Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/de-acupuntura-a-tomografia-a-rotina-de-animais-do-aquario-de-sp


