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Policial militar que matou mulher em posto de combustível no Ceará tinha histórico de agressões e foi solto após

Caio Filizola, suspeito de feminicídio em Cariré, já respondia a processo por agredir a vítima e foi liberado horas depois da prisão.

Policial militar Caio Filizola, suspeito de feminicídio em Cariré, foi solto horas após prisão. Ele já respondia a processo por agredir a vítima. Foto: O Segredo: Notícias, Relacionamentos, Espiritualidade e Bem-Estar

Raphael Nogueira Felix
7 de julho de 202615:12
Atualizado agora há pouco às 18:56

Um policial militar de 36 anos, suspeito de matar uma mulher a tiros em um posto de combustível no interior do Ceará, foi liberado após audiência de custódia, apesar de já responder a um processo por agressão contra a mesma vítima. O caso ocorreu na madrugada de segunda-feira (6) em Cariré, a cerca de 220 km de Fortaleza.

A vítima, Luena Rocha Melo, de 33 anos, foi atingida no pescoço durante uma discussão e morreu no local. Segundo familiares, ela havia registrado boletim de ocorrência e movido uma ação judicial contra o policial após agressões anteriores. A mãe de Luena, Lúcia Rocha, afirmou que a filha temia o suspeito e que as denúncias não impediram o desfecho trágico.

O policial, identificado como Caio Filizola de Paiva, foi preso em flagrante e encaminhado à Delegacia de Sobral, mas acabou liberado horas depois durante audiência de custódia. Em depoimento, ele alegou ser dependente de álcool, sofrer de ansiedade e fazer uso contínuo de medicamentos.

Testemunhas relataram que o militar estava à paisana e consumia bebida alcoólica no posto quando começou a discussão. O namorado da vítima, Hilton Fernandes, que estava presente, disse que tentou convencê-la a ir embora pouco antes do disparo. “Quando ela virou as costas, eu só escutei o ‘papoco’”, contou.

Familiares e amigos de Luena lamentaram a falta de proteção efetiva por parte das autoridades, apesar das denúncias anteriores. A tia da vítima, Euceleni Maria de Oliveira, classificou o crime como “a morte de uma mãe de família que estava sob medicações”.

O caso segue sob investigação da Polícia Civil do Ceará. Até o momento, não há informações sobre medidas cautelares impostas ao policial ou sobre o andamento do processo anterior por agressão. A Secretaria de Segurança Pública do estado não se manifestou sobre o caso.

O feminicídio em Cariré reacende o debate sobre a eficácia das medidas protetivas e a atuação do sistema de justiça em casos de violência doméstica. Organizações de defesa dos direitos das mulheres cobram maior rigor na aplicação da Lei Maria da Penha e no monitoramento de agressores reincidentes.

Fonte de referência: O Segredo: Notícias, Relacionamentos, Espiritualidade e Bem-Estar — https://osegredo.com.br/noticias/pm-matou-mulher-processo-vitima

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