Após quase um ano de discussões e questionamentos de órgãos de controle, a Prefeitura de São Paulo assinou o contrato da Parceria Público-Privada (PPP) da Esplanada Liberdade. O projeto prevê a transformação de um trecho central da cidade em um amplo espaço público sobre a Radial Leste-Oeste.
O contrato foi assinado na última sexta-feira (24/7) e divulgado nesta terça-feira (28/7). A concessão terá duração de 30 anos e será executada pelo Consórcio Parque Liberdade, formado pelas empresas Construbase Engenharia, F.M. Rodrigues & Cia e Hersa Engenharia e Serviços. A fiscalização ficará a cargo da SP Regula.
O investimento total estimado é de cerca de R$ 333 milhões. A proposta inclui a construção de três grandes lajes sobre a Radial Leste para conectar viadutos da região da Liberdade. A área ocupada será de aproximadamente 19,2 mil metros quadrados.
Entre as estruturas previstas estão praças, áreas verdes, espaços de permanência, um Centro de Memória e Cultura, teatro, locais para eventos, mercados, quiosques e um polo gastronômico. Estudos indicam que a Esplanada poderá receber cerca de 1,4 milhão de visitantes por ano.
Todas as áreas públicas terão acesso gratuito e funcionamento 24 horas por dia. Caberá à concessionária realizar manutenção, limpeza, segurança e conservação das áreas verdes, além de promover programação cultural gratuita.
A exploração comercial também está prevista: o parceiro privado poderá operar espaços de comércio e gastronomia. Parte da receita obtida será destinada ao Fundo Municipal de Desenvolvimento Social (FMD), que financia políticas de saúde, educação e habitação.
O projeto também prevê reformas nas calçadas e melhorias na circulação de pedestres, reduzindo a fragmentação causada pela Radial Leste e integrando equipamentos públicos e comerciais do bairro da Liberdade.
Antes da assinatura, o projeto enfrentou obstáculos. Em 2025, o Tribunal de Contas do Município (TCM) suspendeu a licitação após apontar 53 irregularidades. O Ministério Público de São Paulo (MPSP) também abriu inquérito civil para investigar possíveis falhas no edital. Após revisões, o processo foi retomado até a assinatura do contrato.
As obras devem durar cinco anos a partir da emissão da Ordem de Início, que autoriza o começo das obras. A expectativa é que a Esplanada Liberdade se torne um novo polo de lazer e turismo na capital paulista.
Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/apos-impasses-prefeitura-de-sp-assina-ppp-da-esplanada-liberdade

