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São Paulo

Relatório da PF indica que coronel da PM facilitava entrada de suspeitos do PCC na corporação

Documento da Polícia Federal obtido pelo Metrópoles afirma que coronel da reserva Luiz Carlos Pereira Martins mantinha amizade com operadores financeiros do PCC e aparentava abrir portas da PM para o grupo.

Arte gráfica feita com reprodução de conversa no WhatsApp sobre a qual há o retrato do rosto de homem branco, de cabelo curto sem barbaFoto: Reprodução/PF
Raphael Nogueira Felix
28 de julho de 202603:08
Atualizado agora há pouco às 06:08

O coronel da reserva Luiz Carlos Pereira Martins é apontado pela Polícia Federal como peça-chave na aproximação entre o Primeiro Comando da Capital (PCC) e a Polícia Militar de São Paulo. Conforme relatório da Delegacia de Repressão à Corrupção e aos Crimes Financeiros, obtido pelo Metrópoles, o oficial “parece abrir portas” da corporação para Cléber Azevedo dos Santos e o grupo criminoso ao qual ele estaria vinculado.

O documento integra a Operação Janus, deflagrada pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) na semana passada, com apoio da PM. A ação mira suspeitos de lavagem de dinheiro, corrupção policial e prestação de serviços financeiros a integrantes do PCC. Cléber e Robson Martins de Souza foram presos na operação.

“O coronel é grande amigo de Cléber e Robson e com eles fez viagens, sendo, por si só, fato que chama muito a atenção”, diz trecho do relatório da Polícia Federal.

As mensagens extraídas de celulares dos operadores mostram convites para festas, viagens, jantares e confraternizações entre o coronel e os suspeitos. Em um diálogo de 31 de agosto de 2023, Pereira Martins convidou Cléber para uma noite no estabelecimento UNA, dizendo que levaria “amigos da minha turma de coronéis”. Em outra ocasião, perguntou a Robson se estaria “com o telefone grampeado”.

“Bora tomar umas no UNA hoje à noite!!! Vou levar uns amigos da minha turma de coronéis lá hoje”, escreveu o coronel.

O relatório também analisou a possibilidade de pagamentos a oficiais da PM, mas informou que, quando concluído em novembro de 2024, não havia elementos suficientes para confirmar esse ponto. A investigação segue em andamento, com novas diligências autorizadas pela Justiça.

As imagens obtidas pela PF mostram Pereira Martins em eventos sociais ao lado de Cléber e Robson, incluindo uma foto de réveillon em 2023. A defesa do coronel ainda não se manifestou sobre as acusações. O MPSP e a PF continuam apurando a extensão da suposta rede de corrupção e lavagem de dinheiro.

Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/pf-diz-que-coronel-da-pm-parece-abrir-portas-da-corporacao-ao-pcc

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