Integrantes do PL em São Paulo avaliam como praticamente certa a saída de Eduardo Bolsonaro (PL) da vaga de suplente na candidatura de André do Prado (PL) ao Senado. A avaliação ocorre após o ex-deputado federal ter sido declarado inelegível pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal no final de junho, em razão da condenação por coação ao curso do processo relacionado à investigação sobre suposta trama golpista.
André do Prado, presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo, manteve publicamente o discurso de que Eduardo continua na chapa, sustentando que os advogados do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro trabalham para reverter a decisão judicial. Durante evento que oficializou sua pré-candidatura no mês passado, ele afirmou que ainda há recursos e que acreditava em uma possível reversão no plenário do STF.
"Ainda existem recursos, a gente acredita que pode reverter no pleno do Supremo", disse o presidente da Alesp durante evento que oficializou sua pré-candidatura.
No entanto, nos bastidores, aliados de André do Prado e de Eduardo Bolsonaro admitem que o posto terá que ser ocupado por outro nome. A expectativa é que o grupo político de Eduardo indique o substituto, com tendência de escolher alguém sem experiência política anterior, mas que seja de confiança do chamado "03".
Há também a possibilidade de André do Prado realizar uma nova viagem aos Estados Unidos para discutir o assunto diretamente com Eduardo Bolsonaro. O ex-deputado reside no país e tem atuado junto a membros do governo de Donald Trump.
A candidatura de André do Prado ao Senado foi viabilizada após Eduardo Bolsonaro, que inicialmente seria o candidato, se complicar judicialmente devido à sua atuação nos EUA em busca de sanções contra autoridades brasileiras. O principal apoiador da candidatura é o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).
André do Prado aposta que, com o início oficial da campanha, sua associação ao governador Tarcísio de Freitas o ajudará a subir nas pesquisas de intenção de voto. A estratégia é ser visto como o "candidato de Tarcísio" pelo eleitorado paulista.
O cenário político em São Paulo segue em movimentação, com as convenções partidárias definindo as alianças e as chapas para as eleições de outubro. A situação de Eduardo Bolsonaro ainda pode sofrer alterações dependendo dos recursos judiciais, mas a tendência entre os aliados é de que ele não comporá a chapa.
Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/aliados-de-andre-do-prado-enxergam-eduardo-fora-de-chapa-ao-senado

