UrgenteFamília denuncia troca de corpo em velório e empresa insiste em erro; caso vai para a Justiça
← Voltar

São Paulo

Família denuncia troca de corpo em velório e empresa insiste em erro; caso vai para a Justiça

Após morte de jovem em partida de futebol, família acusa funerária de velar corpo errado no Cemitério da Vila Nova Cachoeirinha, na zona norte de SP.

Funcionária tentou convencer família que corpo trocado em velório era de jovemFoto: Reprodução
Raphael Nogueira Felix
31 de julho de 202623:10
Atualizado agora há pouco às 02:10

A família do ajudante de pedreiro Hugo Aparecido Tomé, de 23 anos, viveu momentos de consternação e revolta durante o velório no Cemitério da Vila Nova Cachoeirinha, na zona norte de São Paulo, na última quinta-feira (30/7). Os parentes denunciam que a funerária Cortel São Paulo apresentou o corpo de um desconhecido no caixão como se fosse o do jovem, que morreu dois dias antes após bater a cabeça em uma partida de futebol.

Hugo morreu na terça-feira (28/7) depois de cair e bater a cabeça durante uma partida com amigos. O corpo foi liberado pelo Instituto Médico Legal (IML) e a família contratou a Cortel São Paulo, concessionária responsável pelo cemitério, pelo valor de R$ 6.751,30. O próprio irmão do jovem afirma ter feito o reconhecimento para liberação.

No dia do velório, uma tia de Hugo chegou primeiro e percebeu que o corpo não era o do sobrinho. Ao questionar uma funcionária, ouviu que ela estaria abalada. A funcionária insistiu que o corpo era o correto, mesmo com a família afirmando o contrário. Foi preciso apresentar uma foto do documento do rapaz para que os funcionários reconhecessem a troca.

"A moça falou pra minha irmã: 'Não, é que a senhora está emocionada, a senhora está muito abalada, né?'. Ela respondeu: 'Não, não é, não é o meu sobrinho. Esse aqui não é o Hugo. E essa camisa que ele está usando não foi a que a gente deixou lá. A gente deixou lá uma camisa do Corinthians pra ele, pra ele ser enterrado com a roupa do Corinthians'", contou a aposentada Celia Santos, outra tia do jovem.

Somente após a apresentação da foto do documento, os funcionários se convenceram do engano. O corpo de Hugo ainda estava na clínica onde os corpos são preparados para os velórios. O jovem só foi levado à cerimônia por volta das 11h, quando a previsão era que o velório ocorresse entre 8h e 12h.

Quando chegou, Hugo estava em um caixão de papelão, diferente da urna contratada pela família. O caixão comprado estava sendo usado pelo outro morto. Além disso, os funcionários queriam fazer a troca do corpo na própria sala de cerimônia, o que a família recusou veementemente. A situação só foi resolvida quando o corpo foi transferido para o caixão correto em outro local.

Depois de todo o estresse, o jovem foi velado e sepultado. Os familiares registraram boletim de ocorrência e o caso será investigado pelo 38º Distrito Policial (Vila Amália). A Cortel São Paulo teria se comprometido a devolver os valores pagos, mas a família pretende acionar a Justiça.

A tia de Hugo lamentou o episódio: "Foi uma coisa assim que eu não desejo a ninguém passar". O Metrópoles tentou contato com a Cortel São Paulo por telefone, e-mail e WhatsApp, mas não obteve resposta até a publicação. O espaço permanece aberto.

Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/funeraria-insistiu-com-familia-que-corpo-trocado-em-velorio-era-o-correto

troca de corpovelóriofuneráriaSão Pauloinvestigaçãoia-auto