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São Paulo

Justiça decreta prisão preventiva de PM acusado de matar estudante de medicina em SP

Policial militar Bruno Carvalho do Prado teve a prisão preventiva decretada pela Justiça de São Paulo. Ele é acusado de participar da morte do estudante Marco Aurélio Cardenas Acosta em 2024.

PM acusado de matar estudante de medicina tem prisão preventiva decretadaFoto: Reprodução
Raphael Nogueira Felix
31 de julho de 202621:29
Atualizado agora há pouco às 00:29

Justiça de São Paulo decretou nesta sexta-feira (31/7) a prisão preventiva do policial militar Bruno Carvalho do Prado, acusado de participar da morte do estudante de medicina Marco Aurélio Cardenas Acosta. O crime ocorreu em novembro de 2024, dentro de um hotel na Vila Mariana, zona sul da capital paulista.

A prisão foi determinada após o agente passar a ser investigado por suspeita de violência doméstica contra a esposa. Ele já respondia ao processo em liberdade, cumprindo medidas cautelares, mas a Justiça entendeu que as restrições se tornaram insuficientes diante do novo caso.

A decisão judicial também determinou o recolhimento de todas as armas de fogo do policial, tanto as particulares quanto as fornecidas pela corporação. O documento não informa, no entanto, se a ordem já foi cumprida ou se os armamentos foram apreendidos.

Bruno é acusado pelo Ministério Público de ter agredido a vítima com um chute enquanto o também PM Guilherme Augusto Macedo mantinha a arma apontada para o estudante. Em seguida, Guilherme teria efetuado o disparo que matou Marco Aurélio. Os dois policiais já foram enviados a julgamento pelo Tribunal do Júri e vão responder por homicídio qualificado.

No caso de Bruno, a prisão preventiva foi motivada pelos fatos ocorridos após o crime. Em relação a Guilherme, a decisão desta sexta não menciona nenhum novo pedido de prisão. A defesa dos policiais ainda não se manifestou publicamente.

As imagens do circuito interno do hotel, no entanto, contradizem a versão apresentada pela polícia no boletim de ocorrência. Segundo o B.O., o estudante estaria “bastante alterado e agressivo” e teria tentado subtrair a arma de um dos agentes.

"Em determinado momento, [Marco Aurélio] tentou subtrair a arma de fogo que o soldado Prado portava, quando então o soldado Augusto efetuou um único disparo, a fim de impedi-lo", diz o registro policial.

As gravações mostram que o disparo ocorreu após o chute de Bruno, que teve a perna segurada pela vítima e caiu para trás desequilibrado. No vídeo, não é possível ver o estudante tentando pegar a arma do agente, como narrado na delegacia.

O caso ganhou repercussão nacional e reacendeu o debate sobre abordagens policiais. A família de Marco Aurélio, de 22 anos, acompanha o processo e aguarda o julgamento. O Tribunal do Júri deve analisar as ações contra os dois PMs.

Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/pm-acusado-de-matar-estudante-de-medicina-tem-prisao-preventiva-decretada

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