As plataformas digitais começaram a apresentar as iniciativas que vão adotar para garantir a integridade das Eleições 2026. O TikTok, uma das empresas que assinou acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), anunciou nesta quinta-feira (30/7), em São Paulo, um pacote de ferramentas voltado ao combate à desinformação. Entre as novidades está a criação de uma Central das Eleições, que reunirá informações oficiais sobre o pleito, como quando e como votar, além de canais para denúncia de conteúdo falso.
A Central das Eleições será um espaço para os usuários acessarem dados confiáveis sobre o processo eleitoral. A plataforma, que recebe 66 mil vídeos por minuto, afirmou que tem usado modelos de inteligência artificial para derrubar conteúdos enganosos. A empresa também mantém parcerias com organizações de checagem de fatos e trabalha para identificar violência política de gênero e assédio contra candidatas.
"No primeiro trimestre deste ano, 96% das nossas remoções de conteúdo foram automatizadas", afirmou Gustavo Rodrigues, líder de Políticas Públicas para Segurança do TikTok.
Ele ressaltou que a empresa também conta com equipes humanas para revisão de casos complexos. Além disso, o TikTok vai proibir conteúdos gerados por inteligência artificial que usem figuras públicas para endossar posições políticas, candidaturas ou produtos. As demais publicações que utilizarem IA também deverão ser sinalizadas.
Contas de políticos, partidos e governos ficarão impedidas de impulsionar conteúdos ou arrecadar fundos na plataforma. "A conta não vai conseguir, por exemplo, aderir ao programa de recompensas do criador e também está proibida de tentar arrecadar fundos para uma campanha pela plataforma", afirmou Gustavo.
A Meta, responsável por Facebook, Instagram, Threads e WhatsApp, também divulgou seus planos. A empresa vai permitir que os usuários pesquisem todas as publicidades eleitorais veiculadas nas redes, com informações sobre anunciante, gastos, alcance e segmentação. No combate à desinformação, serão criados canais para denúncia de contas suspeitas de disparo em massa de conteúdo eleitoral.
O Google vai disponibilizar o Project Shield para proteger agentes envolvidos nas eleições. A página Trends Hub de Eleições, com lançamento previsto para agosto de 2026, vai reunir dados sobre tendências de pesquisa relacionadas ao pleito. Já o Kwai apoiará transmissões ao vivo de eventos promovidos pelo TSE. Telegram e LinkedIn aderiram ao Sistema de Alertas de Desinformação Eleitoral (SIADE).
No caso do X, antigo Twitter, a plataforma deve direcionar usuários para informações oficiais da Justiça Eleitoral em buscas sobre as eleições. Também serão implementados mecanismos para conter desinformação e ações rápidas em violações à Política de Integridade Cívica.
O TSE estabeleceu que as plataformas têm até 16 de agosto para apresentar seus planos de conformidade. A portaria que define os procedimentos de análise foi publicada na quinta-feira (30/7). Os acordos preveem ainda capacitação de equipes da Justiça Eleitoral e valem até 31 de dezembro de 2026.
Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/plataformas-digitais-tracam-planos-para-conteudos-sobre-eleicoes-2026

