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São Paulo

Paralisação de ferroviários em SP afetará três linhas de trens a partir de terça-feira

Sindicato aprova greve por tempo indeterminado nas linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade após reunião sem acordo com o governo estadual.

CPTMFoto: Governo de SP/Divulgação
Raphael Nogueira Felix
3 de agosto de 202620:46
Atualizado agora há pouco às 23:46

O Sindicato dos Ferroviários da Central do Brasil (STEFZCB) aprovou, em assembleia realizada na tarde desta segunda-feira (3/8), a deflagração de greve por tempo indeterminado. A paralisação terá início à meia-noite de terça-feira (4/8) e afetará as linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade, administradas pela concessionária Trivia Trens.

A decisão ocorre após uma reunião entre lideranças da categoria e representantes do governo estadual na sede da Secretaria da Casa Civil, que terminou sem acordo. A categoria já havia aprovado um indicativo de greve na semana passada, caso não houvesse avanço nas negociações.

Entre as principais reivindicações dos ferroviários estão a reestatização das três linhas, a garantia de manutenção de todos os empregos na CPTM e a aprovação do Projeto de Lei nº 730/2025 na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp). O texto, que conta com apoio do governo, prevê a absorção dos funcionários da estatal por órgãos da administração pública estadual após as concessões.

A paralisação ocorre em um contexto de falhas recorrentes nas linhas 11, 12 e 13, que foram assumidas pela Trivia Trens há poucos dias. Na madrugada de 23 de julho, uma ocorrência de fogo em um trem interrompeu a operação, obrigando passageiros a desembarcarem e caminharem sobre os trilhos na região da estação Tatuapé, no meio da escuridão.

Desde o início da operação da concessionária, ao menos seis falhas foram registradas. No dia 22, a estação Brás ficou mais de 20 minutos sem trem, causando superlotação, e a Barra Funda também teve funcionamento reduzido, gerando filas maiores que o normal. A Agência de Transportes do Estado de São Paulo (Artesp) chegou a determinar que a CPTM retomasse, por até 90 dias, a operação das linhas, atuando em conjunto com a Trivia Trens.

Em nota enviada à imprensa, a concessionária pediu desculpas pelos transtornos causados. A expectativa é de que a greve afete diretamente milhares de usuários que dependem do transporte sobre trilhos para se deslocar entre a capital, a região metropolitana e o Aeroporto Internacional de Guarulhos.

A categoria afirma que a medida é necessária para garantir a segurança e a qualidade do serviço. A assembleia que aprovou a greve contou com ampla participação dos trabalhadores, que relataram preocupação com as condições de trabalho e com o futuro da operação.

O governo estadual ainda não se manifestou oficialmente sobre a decisão do sindicato. A tendência é que novas negociações sejam realizadas nas próximas horas, na tentativa de evitar a paralisação.

Enquanto isso, os passageiros devem se programar para possíveis atrasos e lotação nas estações. A recomendação é buscar alternativas de transporte, como ônibus ou metrô, e acompanhar os comunicados oficiais da CPTM e da concessionária.

A greve por tempo indeterminado é um desdobramento do impasse entre o sindicato e o governo estadual, que vem sendo arrastado desde o anúncio da concessão das linhas. A categoria promete manter a mobilização até que suas reivindicações sejam atendidas.

Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/ferroviarios-aprovam-greve-na-cptm-por-tempo-indeterminado

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