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Greve na CPTM afeta três linhas de trem e provoca caos na zona leste de São Paulo

Paralisação atinge linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade; metrô e ônibus de contingência foram acionados para reduzir impactos.

greve linhas cptm metro trensFoto: Isabela Thurmann/Metrópoles
Raphael Nogueira Felix
4 de agosto de 202610:17
Atualizado agora há pouco às 13:17

A manhã desta terça-feira (4/8) começou com transtornos para usuários do transporte sobre trilhos em São Paulo. Uma paralisação deflagrada por trabalhadores da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) afetou a operação das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade, que ligam a zona leste e o aeroporto de Guarulhos à região central.

Em razão da greve, o Metrô de São Paulo antecipou a abertura das estações das linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha e 15-Prata para as 4h. Na linha 3, que atende a zona leste, foram adicionados trens extras e composições vazias são enviadas conforme a lotação das plataformas. A estação Penha, na linha 3-Vermelha, registrou grande fluxo de passageiros no sentido Barra Funda durante o horário de pico.

Enquanto isso, as linhas 7-Rubi, da TIC Trens, e 8-Diamante e 9-Esmeralda, da ViaMobilidade, operam normalmente. A linha 10-Turquesa, também da CPTM, não foi atingida pela paralisação e mantém o serviço regular. As linhas 4-Amarela e 5-Lilás do Metrô funcionam sem alterações.

Para minimizar os efeitos da greve, um plano de contingência foi acionado. A Prefeitura de São Paulo suspendeu o rodízio de veículos na capital, enquanto o governo estadual informou que 128 ônibus do sistema Paese foram mobilizados para atender os passageiros nas estações mais afetadas das linhas 11, 12 e 13. O reforço no policiamento também foi ampliado próximo às estações com maior movimento.

De acordo com a CPTM, às 6h a linha 11 operava parcialmente entre as estações Barra Funda e Guaianases. Já a linha 12, por volta das 6h35, circulava entre Brás e Engenheiro Goulart. A linha 13, que liga a capital ao Aeroporto Internacional de Guarulhos, teve a operação totalmente interrompida.

O Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias da Zona Central do Brasil afirma que a paralisação foi motivada pela falta de garantia formal da manutenção dos empregos após o processo de concessão das linhas à iniciativa privada. Entre as reivindicações estão a reestatização das linhas 11, 12 e 13, a garantia de todos os postos de trabalho na CPTM e a aprovação do Projeto de Lei nº 730/2025 na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp).

O texto do PL prevê a absorção dos funcionários da estatal por órgãos da administração pública estadual depois das concessões. A categoria também cobra o apoio do governo paulista à proposta.

Em nota, a CPTM lamentou a decisão do sindicato, afirmando que apresentou compromissos concretos e que a gestão estadual demonstrou disposição para avançar nas negociações. A companhia informou que recorreu ao Tribunal Regional do Trabalho, que determinou a manutenção de 80% do efetivo nos horários de pico e de 60% nos demais períodos. Em caso de descumprimento, a empresa poderá adotar medidas legais.

A orientação para os passageiros é buscar alternativas de transporte, como os ônibus do Paese e o Metrô, que opera com reforço. A suspensão do rodízio de veículos nesta terça-feira pode facilitar a locomoção de quem optar por carro.

A situação deve ser monitorada ao longo do dia, e novas informações sobre a operação das linhas afetadas serão divulgadas pelas concessionárias. Até o momento, não há previsão de normalização do serviço nas linhas 11, 12 e 13.

Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/cptm-linhas-metro-trem-greve

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