O ex-governador de Minas Gerais e candidato à Presidência da República Romeu Zema (Novo) participou, nesta terça-feira (4/8), de uma sabatina promovida pelo G4 e pelo site O Antagonista, em São Paulo. No encontro, ele voltou a defender a privatização de todas as estatais brasileiras, incluindo os Correios, e criticou a relação do governo com o Congresso Nacional.
Zema afirmou que, se eleito, pretende vender todas as empresas públicas. “Para mim, não tem vaca sagrada. Tudo. Não tem o que não privatizar”, declarou. Segundo ele, o Estado já tem atribuições demais nas áreas de segurança, saúde e educação para ainda tentar atuar como empresário.
O candidato também disse que o anúncio do vice-presidente em sua chapa deve ocorrer até esta quarta-feira (5/8), prazo final para o registro das candidaturas. “Provavelmente será do mesmo partido”, adiantou, sem citar nomes. Aliados indicam que o senador Eduardo Girão (Novo) é o nome mais cotado, após conversas com o Democracia Cristã não avançarem.
Em relação ao Congresso, Zema afirmou ser contrário ao chamado “toma lá, dá cá” e contou como atraiu parlamentares mineiros durante sua gestão. “Criamos um catálogo gigante de obras de melhorias no estado, entregamos para todos os 77 deputados estaduais”, disse. Ele explicou que, para cada R$ 1 de emenda parlamentar, o governo destinava R$ 2 para obras como unidades básicas de saúde.
Apesar da crítica, o ex-governador reconheceu que trouxe “boa parte da assembleia” para seu lado, mas ressaltou: “Se for para ficar comprando mercenário, eu não concordo”. A declaração gerou repercussão entre os presentes.
Sobre o Supremo Tribunal Federal (STF), Zema prometeu, caso eleito, acabar com as decisões monocráticas, estabelecer idade mínima de 60 anos para novos ministros e exigir lista tríplice antes das nomeações. “Quero que o presidente não tenha mais tanta liberdade para indicar ministro”, afirmou.
O candidato também defendeu a realização de uma reforma administrativa, uma nova reforma previdenciária e a revisão dos benefícios sociais. Ele propôs reduzir o número de ministérios de 38 para 22.
A sabatina ocorre a menos de dois meses das eleições, e Zema busca consolidar sua candidatura como alternativa de direita. Pesquisas recentes, no entanto, mostram o ex-governador atrás de outros nomes na disputa presidencial.
Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/zema-chama-congressistas-de-mercenarios-e-promete-vice-ate-quarta

