A greve dos ferroviários da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) voltou a impactar a rotina dos usuários do transporte sobre trilhos em São Paulo na manhã desta quarta-feira (5/8). A estação Itaquera, na zona leste, registrou grande concentração de passageiros, e as linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade operam de forma parcial.
Segundo a companhia, o funcionamento das linhas ocorre com intervalos maiores e trechos reduzidos. Na linha 11-Coral, os trens circulam entre as estações Palmeiras-Barra Funda e Guaianases. Na 12-Safira, o trajeto vai do Brás até Engenheiro Goulart. Já na 13-Jade, a operação acontece entre Engenheiro Goulart e o Aeroporto de Guarulhos.
A situação provocou transtornos para quem depende do sistema. O passageiro Damácio Felix Vieira, de 37 anos, contou que levou cerca de quatro horas para voltar do trabalho até casa, no distrito de São Miguel Paulista, quando o percurso normalmente dura duas horas. Ele precisou fazer várias baldeações e viagens de ônibus para concluir o trajeto.
A passageira Edna, de 62 anos, também relatou atraso. Ela mora em Artur Alvim e trabalha perto da estação Jundiapeba, em Mogi das Cruzes. Segundo ela, o atraso foi de quatro horas e meia. Os relatos reforçam o impacto da paralisação na vida de milhares de usuários.
Para minimizar os efeitos, a CPTM acionou ônibus do Plano de Apoio entre Empresas em Situação de Emergência (Paese). Na estação Itaquera, avisos sonoros informavam que o embarque pelas catracas da companhia também era possível, integrando o sistema com o Metrô.
A Prefeitura de São Paulo suspendeu o rodízio municipal de veículos durante todo o dia. A medida vale para carros com placas de finais 5 e 6, tanto no período da manhã, das 7h às 10h, quanto à tarde, das 17h às 20h.
A greve foi mantida após nova rodada de negociações sem acordo entre o Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias da Zona Central do Brasil (STEFZCB) e o governo estadual. A categoria reivindica a garantia de manutenção dos empregos dos funcionários da CPTM e a reestatização das linhas concedidas à Trivia Trens.
Os ferroviários também pedem a aprovação do Projeto de Lei nº 730/2025 na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), que prevê a absorção dos funcionários da estatal por órgãos da administração pública após as concessões. Uma nova assembleia está marcada para as 17h desta quarta-feira para discutir os rumos do movimento.
A paralisação começou à meia-noite de terça-feira (4/8), após a categoria aprovar indicativo de greve na semana passada. Lideranças se reuniram com representantes do governo na sede da Secretaria da Casa Civil, mas o encontro terminou sem avanço.
Enquanto não há acordo, os passageiros seguem enfrentando dificuldades para se deslocar pela região metropolitana. A orientação é buscar alternativas de transporte e planejar os trajetos com antecedência.
Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/greve-cptm-metro-lotado-atraso-4h

