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São Paulo

Prefeitura de SP descarta megashow na Paulista em 2026 por falta de agenda de artistas

Ricardo Nunes afirma que não há mais tempo para organizar evento neste ano, apesar da liberação do MPSP.

Imagem aérea mostra a queima de fogos, durante a celebração do Réveillon na Avenida Paulista, região central de São Paulo, na noite desta quinta-feira, 01 de janeiro de 2026. O evento celebra a chegada de 2026 e atrai milhares de pessoas à principal avenida da cidade. FÁBIO VIEIRA/ESPECIAL METRÓPOLES @fabiovieirafotorua
Raphael Nogueira Felix
11 de agosto de 202621:01
Atualizado agora há pouco às 00:01

O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), afirmou ao Metrópoles que não há mais condições de realizar um megashow na Avenida Paulista ainda em 2026. Segundo ele, a agenda dos artistas já está comprometida para o período, o que inviabiliza a organização do evento neste ano.

A declaração foi dada nesta terça-feira (11/8), um dia após o Conselho Superior do Ministério Público de São Paulo (MPSP) rejeitar, por unanimidade, os embargos apresentados pela Prefeitura e por associações de moradores contra a homologação do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) que permite a realização dos eventos.

Mais cedo, a administração municipal havia informado que retomaria as negociações com empresas responsáveis por grandes shows internacionais. A decisão do MPSP, no entanto, não impedia a realização de um megashow no segundo semestre, mas o prefeito ressaltou que o tempo para organizar tudo é curto.

“Não dá mais tempo”, disse Nunes, acrescentando que os artistas cotados para o evento não têm mais disponibilidade na agenda. A expectativa inicial era realizar a apresentação em 5 de setembro, durante o feriado da Independência, mas o impasse jurídico atrasou os planos.

O TAC, assinado em fevereiro, previa um show ainda em 2026 e outros dois em 2027, desde que cumpridas exigências de segurança, saúde, acessibilidade e garantias financeiras. Entre as regras está a cláusula de “Custo Zero ao Erário”, que impede o uso de dinheiro público para montagem, cachês e limpeza.

A Prefeitura chegou a questionar essa exigência, mas o MPSP esclareceu que a regra não é obrigatória para todos os eventos. A aplicação será acompanhada por um Procedimento Administrativo de Acompanhamento (PAA).

Em julho, após o primeiro adiamento da análise, Nunes já havia alertado para a dificuldade de garantir datas com os artistas. “Tínhamos essas opções [Bruno Mars, U2 e Coldplay] meses atrás, hoje nem deve ter mais essas opções”, afirmou na ocasião.

Ainda não há definição sobre a realização do evento. A Prefeitura deve analisar as possibilidades, mas, com a falta de agenda dos artistas, a realização de um megashow na Paulista neste ano é considerada improvável.

O TAC também prevê o aumento do limite de eventos na avenida, que passaria de três para seis por ano. A medida visa impulsionar a economia local e atrair turistas, mas depende de planejamento e aprovação dos órgãos competentes.

Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/nao-da-mais-tempo-diz-ricardo-nunes-sobre-megashow-na-paulista

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