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Estado de São Paulo registra 24 casos de febre maculosa e 23 óbitos em 2026

Secretaria de Saúde monitora regiões de Campinas, Piracicaba e Sorocaba, onde se concentram a maioria das ocorrências.

Imagem colorida de carrapato-estrela, vetor da febre maculosa, exposto em uma pinçaFoto: Marijan Murat/picture alliance via Getty Images
Raphael Nogueira Felix
12 de agosto de 202618:28
Atualizado agora há pouco às 21:28

A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP) divulgou novo balanço sobre a febre maculosa no estado. Até o momento, foram confirmados 24 casos da doença em 2026, dos quais 23 evoluíram para óbito. Os números acendem alerta para a necessidade de prevenção e diagnóstico precoce.

Os registros estão espalhados por diferentes regiões paulistas, mas o interior concentra a maior parte das ocorrências. Campinas lidera com sete casos confirmados, seguida por Piracicaba, com seis, e Sorocaba, com três. Santo André, São João da Boa Vista e São José dos Campos aparecem com um caso cada.

Em relação às mortes, o padrão se repete: Campinas e Piracicaba registraram seis óbitos cada, enquanto Sorocaba contabilizou três. As demais cidades tiveram uma morte por localidade. Em cinco situações, o local provável de infecção ainda está sob investigação, o que dificulta a adoção de medidas mais direcionadas.

A febre maculosa é uma doença infecciosa causada pela bactéria Rickettsia, transmitida pela picada de carrapatos infectados, como o carrapato-estrela. O contato com áreas de mata, pasto ou ambientes com presença desses animais aumenta o risco de contaminação. Os sintomas iniciais incluem febre súbita, dor de cabeça, dores no corpo e nas articulações, além de fraqueza intensa.

Manchas avermelhadas na pele costumam aparecer entre o terceiro e o quinto dia após o início da febre, começando pelos punhos e tornozelos e podendo se espalhar para todo o corpo, inclusive palmas das mãos e plantas dos pés. A evolução pode ser rápida, por isso o reconhecimento precoce é essencial.

A orientação das autoridades de saúde é evitar áreas com presença de carrapatos. Para quem precisa circular por regiões de risco, recomenda-se o uso de calça comprida e botas, além de verificar o corpo após a exposição. A identificação precoce e o início imediato do tratamento são fundamentais para reduzir o risco de agravamento.

A SES-SP afirma que mantém ações de vigilância e monitoramento em todo o estado. Entre as medidas estão a investigação de casos suspeitos e óbitos, a identificação dos possíveis locais de infecção e o acompanhamento das áreas consideradas de risco. A pasta também tem reforçado o diagnóstico laboratorial e o treinamento de profissionais de saúde para ampliar a capacidade de resposta.

Especialistas lembram que a doença tem cura se tratada a tempo, mas a demora na procura por atendimento pode levar a complicações graves. A recomendação é que, diante de sintomas compatíveis e histórico de exposição a carrapatos, a pessoa busque imediatamente uma unidade de saúde.

A população deve ficar atenta aos alertas das secretarias municipais e estadual, especialmente em períodos de maior atividade dos carrapatos, como os meses mais quentes e úmidos. Medidas simples de proteção individual e coletiva podem evitar novos casos e salvar vidas.

Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/sao-paulo-tem-23-mortes-por-febre-maculosa-entre-24-casos-confirmados

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