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São Paulo

Monitoramento de ré do PCC permanece ativo após descumprimento de medida cautelar

Karen de Moura Tanaka Mori, a Japa do PCC, segue com tornozeleira eletrônica após não entregar passaporte válido à Justiça, que condicionou a revogação do equipamento à entrega dos documentos.

Japa do PCC segue com tornozeleira mesmo após decisão judicialFoto: Reprodução/Redes sociais
Raphael Nogueira Felix
14 de agosto de 202610:25
Atualizado agora há pouco às 13:25

A Justiça de São Paulo havia autorizado a retirada da tornozeleira eletrônica de Karen de Moura Tanaka Mori, conhecida como Japa do PCC, mas o equipamento segue no lugar. A decisão estava condicionada à entrega dos passaportes da ré, o que não ocorreu de forma completa, segundo a defesa.

De acordo com o advogado de Karen, ela entregou apenas um passaporte vencido em 2008. A defesa afirma que outro documento, com validade até 2028, foi apreendido pela Polícia Civil, mas não teria sido anexado ao processo. Enquanto a Polícia Federal não cancelar o passaporte apreendido, a ré permanecerá monitorada.

A revogação das medidas cautelares foi condicionada à entrega de todos os passaportes, mas a defesa argumenta que não possui o documento válido, que estaria sob custódia policial. O caso gerou um impasse entre a Justiça e a defesa, mantendo a tornozeleira ativa mesmo após a decisão favorável.

Karen cumpre prisão domiciliar desde 2024, investigada por lavagem de dinheiro e organização criminosa. Na operação que a prendeu, a Polícia Civil apreendeu mais de R$ 1 milhão em espécie, um veículo de luxo e mais de US$ 50 mil em sua residência.

As investigações apontam que Karen mantinha relacionamento com Wagner Ferreira da Silva, o Cabelo Duro, um dos principais integrantes do PCC. Após a morte dele, em 2018, ela abriu uma empresa e passou a movimentar valores incompatíveis com seu patrimônio anterior, ultrapassando R$ 35 milhões.

A suspeita é que ela usava recursos do tráfico de drogas para investir em negócios de beleza, imóveis e empresas de fachada, com o objetivo de ocultar a origem ilícita do dinheiro. A Justiça chegou a decretar prisão preventiva, mas depois substituiu por prisão domiciliar com monitoramento eletrônico.

Em 2025, foram impostas outras medidas cautelares, incluindo o comparecimento periódico em juízo. O Metrópoles procurou a Secretaria da Segurança Pública para comentar o caso, mas não obteve resposta até o fechamento desta matéria.

A defesa de Karen afirmou que ela vai usar a tornozeleira enquanto a Polícia Federal não cancelar o passaporte apreendido. O caso segue em acompanhamento pela Justiça, que deve decidir sobre a situação dos documentos e o futuro das medidas cautelares.

Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/japa-pcc-segue-tornozeleira-apos-decisao-judicial

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