A Polícia Civil de Americana, no interior de São Paulo, instaurou investigação para apurar denúncia de maus-tratos e lesão corporal envolvendo um adolescente de 16 anos assistido pela Apae. O caso foi registrado no 1º Distrito Policial do município e chegou ao conhecimento das autoridades por meio de uma assistente social.
Segundo a denúncia, o jovem teria afirmado que o próprio pai apagou um cigarro em sua boca de forma intencional. A informação foi repassada à assistente social na última sexta-feira (14), e a Secretaria da Segurança Pública (SSP) confirmou a existência do inquérito nesta quarta-feira (19).
Inicialmente, o adolescente teria atribuído a lesão a uma picada de abelha. No entanto, ao ser questionado novamente, ele mudou a versão e revelou o suposto episódio de violência. A polícia busca agora reconstruir a dinâmica dos fatos, incluindo o horário de chegada do jovem à entidade, por volta das 13h, e o momento em que ele fez a revelação, cerca de 30 minutos depois.
A investigação tipificou o caso como maus-tratos e lesão corporal, crimes cujas penas somadas podem ultrapassar dez anos de reclusão. A SSP informou que novos detalhes serão preservados por se tratar de menor de idade.
Ainda nesta semana, devem ser ouvidos os pais do adolescente e funcionários da Apae. A polícia pretende colher depoimentos de colaboradores da entidade para entender como a agressão teria ocorrido e como a denúncia foi formalizada.
A Apae de Americana, que presta assistência a pessoas com deficiência, não se manifestou oficialmente sobre o caso até o momento. A instituição é conhecida na região pelo trabalho de apoio a crianças e adolescentes com necessidades especiais.
O caso reforça a importância de denúncias de violência doméstica e a atuação de redes de proteção, como conselhos tutelares e entidades assistenciais. A polícia ressalta que denúncias podem ser feitas anonimamente pelos canais oficiais, como o Disque 100.
A investigação segue em andamento no 1º Distrito Policial de Americana, que deve concluir os depoimentos e encaminhar o inquérito à Justiça. A SSP não divulgou prazos para a conclusão do caso.
Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/assistido-pela-apae-garoto-diz-que-pai-apagou-cigarro-em-sua-boca

