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São Paulo

Zema minimiza baixa nas pesquisas e afirma que eleitor decide o voto na véspera da eleição

Candidato do Novo à Presidência, Romeu Zema comentou os 2% de intenções de voto apontados pelo Datafolha, dizendo que o cenário pode mudar na reta final. Ele também voltou a criticar o ministro Alexandre de Moraes.

Romeu ZemaFoto: Victor Aguiar/Metrópoles
Raphael Nogueira Felix
4 de setembro de 202621:39
Atualizado agora há pouco às 00:39

O candidato à Presidência da República pelo partido Novo, Romeu Zema, minimizou o resultado da mais recente pesquisa Datafolha, divulgada na quinta-feira (3/9), que o coloca com 2% das intenções de voto no primeiro turno. Para ele, o levantamento reflete um momento específico e não antecipa o resultado das urnas em 2026.

Em entrevista concedida antes da sabatina da CNN Brasil, em São Paulo, nesta sexta-feira (4/9), Zema afirmou que a maioria dos eleitores só começa a prestar atenção na disputa presidencial perto do dia do pleito. “O brasileiro hoje está tendo uma vida muito difícil, está endividado e não está nem aí para a eleição”, declarou.

Segundo o candidato, as pessoas tendem a buscar informações sobre os concorrentes apenas na reta final da campanha. “Vai votar e vai olhar na véspera, vai abrir o cardápio e falar: quem são esses candidatos aqui?”, comparou.

Zema também destacou que, embora respeite os institutos de pesquisa, acredita que a decisão do eleitor não é captada plenamente em levantamentos feitos com muita antecedência. “As pesquisas orientam, respeito, não questiono, mas a decisão é sempre na véspera”, afirmou.

O ex-governador de Minas Gerais aparece atrás de outros postulantes, como o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que lidera com 38%, e Flávio Bolsonaro, com 33%. Também estão à frente de Zema os nomes de Augusto Cury, Ronaldo Caiado e Renan Santos, conforme o levantamento.

Durante a entrevista, Zema foi questionado sobre as críticas que tem feito ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O candidato voltou a defender sua posição e afirmou que não pretende se calar diante do que considera um problema para as instituições brasileiras. “Não vou ficar calado, não. Acho que todo brasileiro tinha de fazer o mesmo”, disse.

Na avaliação de Zema, a atuação de Moraes contribui para o descrédito do STF e prejudica a imagem do país no cenário internacional. “O Supremo ficando desacreditado e o Brasil ficando desacreditado no mundo”, completou.

A pesquisa Datafolha também apontou que 47% dos entrevistados não votariam de jeito nenhum em Flávio Bolsonaro, enquanto 45% rejeitam Lula. Os dados fazem parte do cenário eleitoral que ainda pode sofrer alterações até outubro de 2026.

Especialistas ouvidos pela reportagem ressaltam que pesquisas realizadas a mais de um ano do pleito têm margem de erro e não devem ser tratadas como definitivas, mas servem de termômetro para o humor do eleitorado e o desempenho das campanhas.

Zema encerrou a participação na sabatina reforçando que pretende intensificar o contato com os eleitores nos próximos meses, apresentando propostas para a retomada econômica e o equilíbrio fiscal, temas que considera centrais para sua plataforma de governo.

Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/com-2-em-pesquisas-zema-diz-que-eleitor-so-olha-candidatos-na-vespera

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