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São Paulo

Servidora é afastada após atestar demolição inexistente em terreno de prédio que desabou em SP

Prefeitura de São Paulo afasta por 30 dias funcionária que assinou documento atestando demolição de estrutura no terreno onde um edifício desabou na Penha, na zona leste; investigação apura responsabilidade.

Procurador-geral do município, Daniel FalcãoFoto: Jéssica Bernardo/Metrópoles
Raphael Nogueira Felix
12 de setembro de 202620:54
Atualizado agora há pouco às 23:54

A Prefeitura de São Paulo determinou o afastamento por 30 dias de uma servidora que atestou a demolição de uma construção no terreno onde um prédio desabou na madrugada de sábado (12), na Penha, zona leste da capital. O documento, assinado em fevereiro de 2024 por uma funcionária da Subprefeitura da Penha, afirmava que a demolição havia sido feita integralmente e que uma nova edificação estava em andamento no local.

Segundo o procurador-geral do município, Daniel Falcão, a demolição não ocorreu. A medida de afastamento é necessária para que a Controladoria-Geral do Município investigue como o documento foi emitido e qual foi a atuação da servidora no processo. «Vai haver uma determinação minha de afastamento dessa servidora que deu esse ateste por pelo menos 30 dias para ajudar na investigação. Ela não pode continuar no cargo nesse momento para não atrapalhar a nossa investigação interna», afirmou Falcão.

O desabamento ocorreu na Rua Tequici e deixou duas mulheres mortas, uma delas grávida. Outras duas pessoas — um homem de cerca de 30 anos e uma criança de 7 anos — foram resgatadas com vida e encaminhadas para atendimento médico. Até o início da tarde, outras quatro pessoas permaneciam soterradas nos escombros: uma criança, um casal e outra mulher.

De acordo com o prefeito Ricardo Nunes, o caso envolve um documento assinado por uma funcionária da Subprefeitura da Penha. No texto, ela afirmou que a demolição havia sido «efetuada em sua integralidade» e que uma nova edificação estava em andamento no local. O procurador-geral acrescentou que o próprio advogado da construtora esteve no local e constatou que a estrutura não havia sido demolida.

A Polícia Civil realiza diligências para localizar e prender os responsáveis pela construção do prédio de 12 andares que desabou sobre imóveis vizinhos. Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), os policiais buscam os envolvidos. O prefeito Ricardo Nunes afirmou que os responsáveis pela obra são pai e filho; o filho, além de ser um dos proprietários do imóvel, também é apontado como responsável técnico.

Mais de 10 pessoas moravam na residência atingida pelo edifício. Equipes do Corpo de Bombeiros atuaram no resgate de vítimas ao longo do dia. Uma câmera de segurança registrou o momento exato do desabamento, que atingiu imóveis vizinhos e mobilizou equipes de emergência.

A investigação interna da Controladoria-Geral do Município vai apurar as circunstâncias da emissão do atestado e a eventual responsabilidade funcional da servidora. O afastamento preventivo ocorre enquanto as apurações estão em curso, sem prejuízo das diligências policiais para identificar e responsabilizar os envolvidos na obra.

O caso segue em apuração pelas autoridades municipais e policiais. Novas informações sobre o resgate de eventuais vítimas e sobre o andamento das investigações devem ser divulgadas ao longo dos próximos dias.

Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/servidora-deve-ser-afastada-apos-atestar-demolicao-de-predio-que-desabou

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