O estado de São Paulo alcançou 36 casos confirmados de sarampo, após a Secretaria de Estado da Saúde (SES-SP) registrar quatro novas infecções nesta terça-feira (15/9). Entre os novos diagnósticos estão duas crianças menores de 2 anos — um menino e uma menina — que não possuíam o esquema vacinal completo.
Além dos bebês, os outros dois casos envolvem uma mulher de 24 anos e um homem de 36 anos. Ambos têm histórico de vacinação e residem, respectivamente, na capital paulista e em Santo André, na região metropolitana de São Paulo. A pasta estadual não detalhou o estado de saúde dos pacientes.
Diante do avanço, a Secretaria Estadual da Saúde reforça que a imunização é a principal forma de proteção contra o sarampo. Uma campanha de vacinação foi realizada em todo o território paulista, com distribuição de doses recomendadas para pessoas de 6 meses a 59 anos.
A vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, está disponível em todas as Unidades Básicas de Saúde do estado. Atualmente, a imunização de reforço está sendo aplicada nos bairros Vila Maria, Vila Medeiros e Vila Guilherme, na capital.
O calendário de vacinação contra o sarampo segue orientações específicas por faixa etária. Crianças devem receber a primeira dose aos 12 meses e a segunda aos 15 meses. Pessoas de 15 meses a 29 anos precisam comprovar duas doses registradas, com intervalo mínimo de 30 dias entre elas.
Já indivíduos de 30 a 59 anos devem ter pelo menos uma dose documentada na caderneta. Trabalhadores da saúde precisam apresentar duas doses, independentemente da idade. A pasta lembra que a chamada dose zero não substitui as vacinas previstas no calendário infantil.
«A vacinação é a principal forma de proteção contra o sarampo», afirmou a Secretaria de Estado da Saúde em comunicado. A orientação é que a população verifique a situação vacinal nos postos de saúde e complete o esquema, se necessário.
Os novos registros elevam o total de casos no estado, que vinha apresentando aumento gradual nas últimas semanas. A SES-SP não informou se há investigação sobre a origem dos contágios ou se os casos têm relação entre si.
O sarampo é uma doença viral altamente transmissível, prevenível por vacina. A pasta estadual mantém o alerta para que a população procure as unidades de saúde e mantenha a caderneta atualizada, especialmente em regiões com cobertura vacinal abaixo do ideal.
Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/novos-registros-bebes-sp-casos-sarampo

